- Cirurgia Já é uma healthtech que atua como marketplace/intermediadora em saúde, conectando pacientes, médicos, hospitais, laboratórios, bancos e seguradoras para viabilizar cirurgias, especialmente para quem não tem plano, está em carência ou não pode pagar à vista.
- Opera em duas frentes: B2C, com o paciente buscando a plataforma após indicação; e B2B, com médicos que utilizam a ferramenta para converter consultas em cirurgias, com apoio em crédito e organização financeira.
- Modelo financeiro não assume inadimplência: a empresa conecta pacientes a instituições financeiras que analisam crédito e assumem o risco; a receita vem da intermediação, com possibilidades de antecipação de recebíveis e gestão de caixa.
- Recorrência é desafio do negócio, já que muitas cirurgias são eventos únicos; soluções podem incluir pré e pós-operatório, fisioterapia e acompanhamento para tornar a oferta mais completa.
- Escala nacional depende de definir foco: nasceu no Ceará e já soma 34 cirurgiões e mais de 1.500 procedimentos; expansão para São Paulo depende de manter eficiência e reduzir custo de aquisição, com B2B considerado caminho rápido e estratégico.
A Cirurgia Já, healthtech criada pelo médico e cirurgião geral Eduardo Medeiros, foi apresentada no programa Smart Money, da BM&C News, como uma plataforma de intermediação em saúde. O objetivo é conectar pacientes, médicos, hospitais, laboratórios, clínicas, bancos e seguradoras para viabilizar cirurgias. O foco é atender quem não tem plano, está em carência ou não consegue pagar à vista.
A proposta surge a partir de uma lacuna identificada pelo fundador: a demanda por cirurgias nem sempre encontra leitor financeiro imediato. A Cirurgia Já atua como intermediadora entre necessidade clínica, estrutura médica e oferta de crédito, facilitando o caminho entre indicação e procedimento.
Modelo de negócio e funcionamento
No B2C, o paciente busca a plataforma após indicação de cirurgia. No B2B, o médico utiliza a ferramenta para converter consultas em cirurgias, com suporte em crédito e na organização do fluxo. A visão é ampliar o acesso também para quem possui plano de saúde, com opções de pagamento não previstas pelas operadoras.
A empresa destaca que não assume o risco direto de inadimplência. A Cirurgia Já conecta pacientes a instituições financeiras, que avaliam crédito, concedem financiamento e assumem o risco. A receita vem da intermediação entre as partes.
Desempenho atual e desafio de recorrência
A Cirurgia Já nasceu no Ceará e já reúne 34 cirurgiões. Ao todo, foram realizados mais de 1.500 procedimentos. O desafio apresentado pelos conselheiros é criar recorrência em um modelo centrado em cirurgias, com poucas oportunidades de relacionamento contínuo com o mesmo paciente.
Uma possível solução é ampliar a jornada de atendimento com serviços de pré e pós-operatório, fisioterapia e acompanhamento clínico, conectando mais profissionais e fortalecendo a solução para médicos e pacientes.
Expansão: foco e caminhos
A expansão nacional envolve definir foco sem perder eficiência. A meta é levar a operação para mercados como São Paulo, mantendo custos de aquisição sob controle. O relacionamento direto com médicos aparece como uma estratégia promissora para ampliar distribuição.
Entre as vertentes de atuação, a Cirurgia Já trabalha com B2C, B2B e B2B2C, envolvendo hospitais. Embora contratos com hospitais possam ser maiores, o ciclo de venda tende a ser mais longo e a complexidade operacional maior.
Possíveis evoluções da plataforma
Conforme avaliação dos conselheiros, a Cirurgia Já pode evoluir para uma ferramenta de gestão da jornada cirúrgica, unindo conhecimento médico, tecnologia, originação de pacientes e soluções de pagamento. O objetivo é tornar a plataforma também um cash manager e um fluxo de trabalho para profissionais.
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