- A Clara anunciou o Clara Global, plataforma de gestão de despesas desenvolvida com inteligência artificial para acompanhar gastos em qualquer país e moeda.
- Os cartões corporativos usarão stablecoins como infraestrutura de liquidação, com o USDC como ativo escolhido para suportar transações em várias moedas fiduciárias.
- A empresa não planeja emitir uma moeda própria; os clientes carregam fundos na moeda local e a plataforma cuida do restante.
- O Clara Global foi criado em poucas semanas por uma equipe de três pessoas, com foco em segurança e uso de IA, incluindo a ferramenta Claude Code.
- A empresa destaca a ideia de “software autoaprimorável” por meio de feedback dos usuários, com potencial de atender a demandas no mesmo dia; gastos com IA entre junho de 2025 e maio de 2026 tiveram alta expressiva na região.
A Clara, fintech latino-americana de gestão de gastos corporativos, anunciou no Web Summit Rio o lançamento do Clara Global. A plataforma de gestão de despesas usa inteligência artificial para permitir que empresas controlem gastos de funcionários em diversos países e moedas. A solução deverá funcionar como infraestrutura de liquidação, não como saldo disponível ao cliente.
A adoção de stablecoins será a base para suportar transações em diferentes moedas fiduciárias. O ativo escolhido para a solução de cartões é a USDC, emitida pela Circle, devido a fatores regulatórios e ao posicionamento como padrão global para pagamentos B2B. A intenção é ampliar a atuação da Clara em mercados onde ainda não operava.
Do ponto de vista do usuário, a experiência é simplificada: a empresa alimenta fundos na moeda local e a plataforma realiza a conversão e liquidação. A Clara não prevê emissão de moeda própria. A comunicação foi feita pelo CEO Gerry Giacoman Colyer, em entrevista ao Portal do Bitcoin.
Detalhes da implementação
O Clara Global foi desenvolvido em semanas por uma equipe de três pessoas, com foco em segurança. Ferramentas de IA, como Claude Code, foram utilizadas desde o início, acelerando a entrega e fortalecendo a infraestrutura.
A empresa afirma que o projeto inclui um modelo de “software autoaprimorável”, permitindo que feedbacks dos usuários sejam transformados em demandas de produto com supervisão humana ou automação da IA. O objetivo é acelerar entregas de recursos solicitados pelos clientes.
Segundo o diretor de Produto, Juan Zuluaga, esse ecossistema pode viabilizar entregas de novas funcionalidades no mesmo dia, à medida que feedbacks são processados pela IA.
Expansão e uso de IA
O lançamento coincide com aumento do uso corporativo de IA entre clientes da Clara. Com base em dados de mais de 10 mil empresas no Brasil, México e Colômbia, gastos com ferramentas de IA cresceram expressivamente no período analizado. No Brasil, a participação de ativos de IA de grandes provedores manteve-se em patamares elevados, com mudanças marcantes na participação de market share entre Anthropic e OpenAI em 12 meses.
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