- Comércio entre Brasil e Estados Unidos caiu 14,3% de janeiro a maio de 2026 ante o mesmo período de 2025, segundo a Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
- O intercâmbio totalizou US$ 29,5 bilhões no período; exportações brasileiras para os EUA tiveram queda de 16% (US$ 14 bilhões) e as importações dos EUA recuaram 12,6% (US$ 15,5 bilhões).
- O saldo negativo brasileiro subiu 43,3%, chegando a US$ 1,5 bilhão.
- A redução está ligada à sobretaxa de 40% a 50% sobre bens industriais brasileiros implementada a partir de agosto de 2025.
- Em janeiro de 2026, as exportações para os EUA caíram 25,5% (US$ 2,4 bilhões), com itens industriais sob maior imposto recuando 38,2%.
A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos caiu 14,3% de janeiro a maio de 2026 ante o mesmo período de 2025, segundo o Monitor do Comércio Brasil-EUA da Amcham. As exportações brasileiras recuaram para o nível de 2023, após sobretaxas anunciadas pelo governo norte-americano em 2025.
O intercâmbio totalizou US$ 29,5 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. As exportações brasileiras ficaram em US$ 14 bilhões, queda de 16%. Já as importações dos EUA chegaram a US$ 15,5 bilhões, queda de 12,6%. O déficit brasileiro aumentou 43,3%, para US$ 1,5 bilhão.
Segundo a Amcham, o recuo reflete as tarifas adicionais de 40% e 50% aplicadas a bens industriais. Entre agosto e dezembro de 2025, as vendas externas de produtos alvo caíram de US$ 11,2 bilhões para US$ 8,8 bilhões.
Em janeiro de 2026, o desempenho foi ainda pior: exportações para os EUA caíram 25,5%, somando US$ 2,4 bilhões. Esse foi o sexto mês consecutivo de queda nas exportações brasileiras. Itens industriais com imposto elevado registraram retração de 38,2%.
A entidade aponta que a tendência de desaquecimento da relação comercial envolve encarecimento de insumos e desajustes logísticos na cadeia produtiva. O saldo negativo pressiona as contas externas do Brasil e demanda reorganização de operações pelas empresas.
Desdobramentos apontam para maior atenção a estratégias de supply chain e ajustes tarifários, diante de um dos maiores parceiros comerciais do país. A Amcham ressalta a necessidade de monitorar medidas protecionistas e seus impactos setoriais.
Fonte: Monitor do Comércio Brasil-EUA, divulgado pela Amcham.
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