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Nigéria evacua cidadãos da África do Sul diante de maior sentimento anti-migrante

Nigéria evacua 268 cidadãos da África do Sul, parte de cerca de 1 mil registrados, em meio ao aumento do sentimento xenófobo e ataques contra migrantes

The repatriated Nigerians arrived at Johannesburg's international airport on Wednesday evening
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  • A Nigéria evacuou parte de seus cidadãos da África do Sul devido ao aumento de sentimento anti-imigrante no país.
  • O primeiro voo, com 268 nigerianos, partiu de Joanesburgo; cerca de 1 mil pessoas já estavam cadastradas para repatriação segundo o consulado nigeriano na África do Sul.
  • Gana, Zimbábue e Malawi já realizaram evacuações, antes de um prazo de 30 de junho para imigrantes sem documentação deixar o país.
  • Em Joanesburgo, moradores nigerianos relataram insegurança e agressões ligadas a xenofobia, com protestos ocorrendo em cidades grandes sul-africanas.
  • Autoridades moçambicanas e a polícia sul-africana mencionaram mortes associadas à violência xenófoba, embora os números variem entre fontes.

Nigeria evacua cidadãos do país de origem após aumento de sentimentos anti migrantes na África do Sul. O primeiro voo trouxe 268 pessoas, parte de cerca de 1.000 registradas para repatriação pela embaixada nigeriana em Joanesburgo. A operação começou na manhã de quinta-feira.

A evacuacão ocorre em meio a protestos e ataques xenófobos contra estrangeiros na África do Sul. Países vizinhos já realizaram evacuações, com prazo de 30 de junho defendido por alguns grupos para migrantes irregulares deixarem o território.

Atração de migrantes desde o fim do regime de apartheid elevou a competição por empregos, agravando tensões. A taxa de desemprego na região supera 30%, ampliando a percepção de competição por oportunidades entre sul-africanos.

Contexto regional

Segundo o consulado da Nigéria, cerca de 1.000 cidadãos registrados para repatriação, com trabalhos e família deixados para trás. Um passageiro nigeriano em Joanesburgo afirmou ter morado no país desde 1998 e relatou que o ambiente se tornou inseguro, com relatos de agressões e insultos.

Ele descreveu episódios de violência, citando ataques em táxis e humilhação pública como motivos para retornar. Em paralelo, não há números oficiais sobre mortes recentes atribuídas a violência xenófoba, embora autoridades moçambicanas indiquem óbitos de seus cidadãos na região.

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