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Comitê decide manter parâmetros atuais

Comitê de Monitoramento mantém parâmetros de CVaR, preservando a segurança do abastecimento e custos estáveis para consumidores diante de mudanças no setor

Os parâmetros de segurança não existem para refletir cenários médios, mas sim para proteger o sistema diante de situações adversas, diz o articulista; na imagem, rede de energia elétrica
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  • Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico manteve os parâmetros de segurança, preservando a calibração do CVaR (15/40).
  • A decisão visa garantir a segurança de suprimento em um cenário energético cada vez mais complexo, com mudanças tecnológicas e maior geração intermitente, sem transferir riscos aos consumidores.
  • A deliberação envolveu instituições do setor — Aneel, CCEE, ONS, EPE e MME — com o ministro Alexandre Silveira à frente, destacando a importância da confiabilidade, não uma disputa de preços no curto prazo.
  • Manter os parâmetros é visto como medida técnica prudente para considerar cenários hidrológicos desfavoráveis em 2026 e 2027, influenciando despachos e armazenagem do próximo ano.
  • Sustenta-se que a manutenção evita desabastecimento, evita custos maiores no futuro e preserva credibilidade, transparência e rigor técnico do setor elétrico.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu manter os parâmetros de segurança utilizados nos modelos energéticos do Brasil, preservando a proteção do sistema diante de cenários adversos. A medida, tomada na avaliação de propostas técnicas, visa evitar que riscos sejam repassados aos consumidores por meio de ajustes abruptos.

A decisão envolve o parâmetro CVaR, mantido em 15/40, e foi fundamentada pela necessidade de assegurar a operação estável do sistema elétrico, especialmente frente a mudanças climáticas, maior participação de fontes intermitentes e avanços tecnológicos. Técnicos de Aneel, CCEE, ONS, EPE e MME subsidiaram o veredicto, sob a presidência do ministro Alexandre Silveira.

A um nível técnico, a manutenção dos parâmetros representa uma escolha prudente para o curto e médio prazos. O ONS poderá manter uma visão cautelosa na antecipação de despachos de termelétricas, caso os cenários hidrológicos piorem em 2027 ou até 2026, influenciando os níveis de armazenamento do próximo ano.

Segundo a análise, reduzir artificialmente a aversão ao risco poderia expor o sistema a desabastecimentos com custos econômicos e sociais muito maiores no futuro. Em modelos baseados em custo, os preços precisam refletir condições reais de operação, não desejos de curto prazo.

Especialistas destacam que a energia mais cara é aquela que não fica disponível quando necessária. Interrupções de suprimento impactam produção, cadeias logísticas e a confiança dos investidores, elevando custos sociais além do cálculo puramente financeiro.

A pauta mostra que o setor permanece em um momento de amadurecimento institucional, impulsionado pela Lei 15.269 de 2025 e pela MP 1.304, que ampliaram a transparência, a governança e a abertura de mercado. A decisão do CMSE reforça a consistência técnica das escolhas estratégicas.

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