- IWSR estima queda do consumo mundial de álcool nos próximos seis anos, até 2031, com recuperação gradual até 2035, total de volume 1% menor.
- O consumo per capita de álcool puro deve cair cerca de meio litro em dez anos, equivalente a aproximadamente duas garrafas de licor ou uma caixa de vinho por pessoa ao ano.
- O mercado deve se reequilibrar rumo a países emergentes, com Índia, Colômbia, México e África ganhando participação; China, EUA e Europa devem reduzir o consumo.
- Bebidas prontas para beber (RTD) devem crescer até 2035, com alta de até 17%, enquanto cerveja estabiliza e vinho cai cerca de 14%.
- As bebidas sem álcool crescem e o volume global tende a se manter próximo aos níveis de hoje na década, com Índia devendo superar os EUA como segundo maior mercado em 2032.
O consumo mundial de álcool deve cair nos próximos seis anos e se reequilibrar até 2031, segundo estudo anual da IWSR. A queda total prevista para a década é de 1%, com recuperação gradual a partir de 2031 e níveis de faturação semelhantes aos atuais em 2035.
A pesquisa monitorou 160 mercados nacionais e aponta redução do consumo per capita em meio litro ao fim do período. Em termos de volume mundial, a projeção indica menor demanda por bebidas alcoólicas no curto prazo, acompanhada de mudanças estruturais no mapa global de consumo.
A IWSR aponta que fatores como inflação, hábitos pós-pandemia, saúde e uso de medicamentos para emagrecimento influenciam as escolhas dos consumidores. A empresa ressalta impactos potenciais na demanda de álcool diante de novidades farmacológicas e mudanças de preço.
Mudança de eixo geográfico
O estudo indica deslocamento do consumo de álcool de China, Estados Unidos e Europa para Índia, Latinoamérica e África. A China continua sendo o maior mercado, mas deverá perder participação ao longo da próxima década. Índia é citada como destaque de crescimento.
Entre os países, Índia deve superar os EUA como segundo maior mercado em 2032, ficando atrás apenas da China. Em 2025, Índia registrou o maior crescimento de consumo entre os países analisados. Outros mercados emergentes como Colômbia e México também apresentam avanços.
Produtos e tendências de consumo
A bebida mais estável deve ser a cerveja, com queda prevista de apenas 1% na década. Licores como gin, rum e vodka devem recuar em torno de 2%, enquanto o vinho pode registrar a maior retração, de cerca de 14%.
As bebidas prontas para beber RTD — em latas e garrafas pré-misturadas — devem crescer até 2035, com alta de até 17%. As cervejas sem álcool ganham espaço e registram incremento significativo globalmente, apontando para padrões de consumo mais variados.
Segundo Luke Tegner, consultor da IWSR, a busca por sabores variados, conveniência e menor teor alcoólico impulsiona a mudança de hábitos. Em 2025, o volume de RTD alcançou cerca de 1 bilhão de caixas de 9 litros, cifra que deve se manter em ascensão.
Observações finais da análise
Especialistas destacam que a estabilização do volume mundial é positiva para o setor, porém com grandes desafios. O panorama para 2035 pode exigir adaptação de produtores a preferências regionais distintas e a alterações no local de consumo.
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