- Reunião da aliança informal E3 (França, Alemanha e Reino Unido) contou com a presença de Volodymyr Zelensky e apoiou o pedido por cessar-fogo na Ucrânia.
- Russia respondeu na quinta-feira, com críticas à política da Europa e reiterando o objetivo de incentivar Kiev a continuar a guerra.
- Professor Leonardo Trevisan, da ESPM, afirma que a Europa tem pouca margem de atuação para apoiar a Ucrânia no momento.
- Trevisan aponta que a Europa já forneceu ajuda financeira, mas considera o apoio insuficiente diante da possibilidade de a Rússia avançar em territórios já ocupados.
- Segundo o professor, a única alternativa para Zelensky seria ceder territórios a Vladimir Putin, o que, na visão dele, poderia significar a perda de poder do presidente ucraniano.
A semana começou com encontros sobre os próximos passos da guerra na Ucrânia. No domingo, a reunião da aliança informal E3, formada por França, Alemanha e Reino Unido, contou com a presença de Volodymyr Zelensky. Os líderes mostraram apoio ao pedido por um cessar-fogo, o que teve resposta da Rússia nos dias seguintes.
Mikhail Galuzin, vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, reuniu-se com os membros da E3 e afirmou que a política adotada pela aliança é destrutiva. O ministro Sergei Lavrov reforçou o objetivo de pressionar o regime de Kiev a manter a dianteira da guerra.
Análise de especialista
O professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, aponta dificuldade de apoio efetivo por parte dos pares europeus. Segundo ele, há apoio simbólico, mas pouca margem prática para mudar o curso do conflito.
Trevisan afirma que a Europa já forneceu ajuda financeira, mas classifica o aporte como insuficiente diante da escalada. Alega que a alternativa para Zelensky seria aceitar cessões territoriais, o que, na visão dele, poderia custar o governo do presidente ucraniano.
A avaliação de Trevisan é de que, se Zelensky ceder territórios, pode perder poder político e continuity de liderança. Ele ressalta que a posição europeia está condicionada a fatores estratégicos e geopolíticos que limitam intervenções mais profundas.
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