- Até o fim de maio, as cotações do dólar em reais caíram quase 12% em doze meses, mas voltaram a subir após o anúncio do novo tarifaço.
- O tarifaço anunciado por Donald Trump pode reduzir as exportações brasileiras e diminuir a entrada de dólares no país.
- Três fatores ajudam a entender a valorização anterior do real: bom desempenho das exportações, especialmente do agronegócio e de petróleo; queda de confiança no dólar pela política de Trump; juros altos no Brasil que atraíram capitais.
- Um dólar mais barato beneficia o governo Lula ao reduzir o custo das importações e ajudar a inflação, mas pode reduzir a competitividade da indústria frente a produtos importados.
- As incertezas geopolíticas e políticas podem manter a volatilidade do dólar, com a guerra no Irã, eleições no Brasil e decisões do Federal Reserve influenciando o câmbio.
As incertezas políticas e geopolíticas atuais influenciam o fluxo de dólares no Brasil. Guerra, mudanças na política econômica dos EUA e a campanha eleitoral brasileira aparecem como fatores que elevam a volatilidade cambial. O mercado acompanha sinais de risco e ajustes de portfólio internacional.
Até o fim de maio, a cotação do dólar em reais recuou quase 12% em 12 meses, segundo dados de mercado. Porém, o anúncio recente de medidas fiscais favorece rebaixar ou elevar esse movimento conforme o cenário doméstico se desenvolve.
Fatores que ajudam a explicar o movimento
O desempenho positivo das exportações brasileiras, impulsionado pelo agronegócio e pelos preços do petróleo, ajuda a entrada de dólares. A perda de confiança no dólar também é citada, em função de políticas instáveis na gestão norte-americana.
Efeitos de política e inflação
Juros elevados no Brasil atraíram capitais e contribuíram para a valorização do real. Por outro lado, potenciais mudanças na política econômica brasileira podem reverter esse cenário, gerando desconfiança entre investidores.
Cenários de risco
A Guerra no Irã, caso encerre, tende a derrubar preços do petróleo, diminuindo o faturamento em dólares com exportações. O novo conjunto de tarifas nos EUA pode reduzir o volume de exportações brasileiras e a entrada de moeda estrangeira.
Perspectivas internacionais
Caso o Brasil tenha força eleitoral e passe a detectar deterioração das contas públicas, investidores externos podem ficar mais receosos. Já a condução da economia dos EUA, com alto custo de vida e movimentos do Fed, pode atrair fluxos para ativos norte-americanos e sustentar a demanda por dólar.
Enfim, as incertezas globais e domésticas mantêm o dólar sob pressão de alta ou baixa, conforme avancem as variáveis políticas, econômicas e geopolíticas.
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