- O IGP-M subiu 0,21% na primeira prévia de junho, desacelerando em relação a maio, quando avançou 0,27%.
- O IPA, que representa sessenta por cento do índice, caiu de 0,18% para 0,09% entre as leituras.
- O IPC, com peso de trinta por cento, aumentou de 0,41% para 0,32%.
- O INCC, com peso de dez por cento, acelerou de 0,64% para 0,77%.
- O economista Matheus Dias, do FGV IBRE, aponta que a estabilidade dos preços do petróleo ajudou a reduzir a alta do produtor; o IGP-M é usado para reajustes de aluguel, serviços e tarifas públicas.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, avançou 0,21% na primeira prévia de junho. A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (11) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado aponta desaceleração frente a maio, quando o índice subiu 0,27%.
O grupo que mais pesou na leitura foi o IPA, que responde por 60% do IGP-M. Ele caiu de 0,18% para 0,09% entre as leituras de maio e junho. Essa desaceleração contribuiu para o menor avanço do indicador.
O IPC, responsável por 30% do índice, desacelerou de 0,41% em maio para 0,32% em junho, refletindo arrefecimento de preços ao consumidor. Já o INCC, com peso de 10%, acelerou de 0,64% para 0,77%.
Essa prévia segue a tendência observada no fechamento de maio, quando o IGP-M desacelerou para 0,84% após alta de 2,73% em abril. Economista da FGV, Matheus Dias, aponta que o petróleo está estável, o que reduz pressões nas cadeias produtivas e diverte a intensidade da alta do produtor.
Além de servir de referência para reajustes de aluguel, o IGP-M também é utilizado em contratos de prestação de serviços e em fórmulas de reajuste de tarifas de serviços públicos, como energia elétrica e telefonia.
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