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Impacto fiscal de medidas aprovadas no Senado supera R$ 200 bilhões

Secretário da Fazenda afirma que medidas aprovadas podem gerar impacto fiscal superior a R$ 200 bilhões (mais de 2% do PIB) e busca solução negociada antes do STF

Rogério Ceron: 'Se não tem compensação, é mais inflação, é emissão de dinheiro, mais dívida' — Foto: Wenderson Araujo/Valor
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  • O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o impacto das medidas aprovadas pelo Senado “ultrapassa R$ 200 bilhões”, equivalente a mais de 2% do PIB.
  • Não ficou claro se esse impacto é anual ou ao longo de um período, nem se é primário ou financeiro.
  • Ceron criticou as propostas por apresentarem elevado impacto fiscal sem medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.
  • Segundo o secretário, o conjunto das pautas tem potencial de desestruturar o equilíbrio macroeconômico, afetando dívida, câmbio e inflação.
  • O governo busca uma solução negociada para as propostas antes de, eventualmente, acionar o Supremo Tribunal Federal.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o impacto fiscal das medidas aprovadas pelo Senado supera 200 bilhões de reais, equivalente a mais de 2% do PIB. Não ficou claro se esse volume é anual ou ao longo de um período definido nem se é valor primário ou financeiro.

Em entrevista ao SBT News, Ceron reiterou críticas às propostas pela falta de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal. A avaliação é de que o conjunto das pautas tem potencial para desestabilizar o equilíbrio macroeconômico.

Segundo o secretário, haveria efeitos relevantes na dívida, no câmbio e na inflação caso as medidas avancem sem contrapartidas. Ele afirmou que não houve compensação suficiente e que isso pode levar a mais pressão inflacionária e ao aumento da dívida pública.

O governo busca uma solução negociada para as propostas antes de avaliar, eventual­mente, levar o tema ao STF. Ceron ressaltou que há espaço para diálogo e construção de medidas que reduzam impactos fiscais, evitando medidas judiciais.

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