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Reino Unido investiga Ryanair por cobrança de taxa para sentar ao lado de filhos

CMA investiga Ryanair por cobrar taxa de pais para sentar ao lado de filhos, avaliando cláusula contratual possivelmente abusiva

Avião da Ryanair no aeroporto de Tessalônica, na Grécia
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  • A CMA abriu uma investigação contra a Ryanair por cobrar taxa para pais ficarem ao lado de filhos, avaliando se a cláusula é abusiva.
  • A reguladora aponta que os termos exigem que pelo menos um dos pais sente com filhos de dois a onze anos, mediante reserva de um assento familiar pago, enquanto para os demais passageiros a reserva é opcional.
  • As taxas costumam chegar a cerca de oito libras esterlinas por trecho e a prática ocorre em grande parte das rotas da Ryanair com saída do Reino Unido, mesmo sendo proibida na Itália.
  • A Ryanair chamou a investigação de enganosa, afirmou cumprir as leis e disse não cobrar taxa para até quatro passagens infantis na mesma reserva, pois o pai paga apenas um assento adulto reservado.
  • Segundo a CMA, a Ryanair é a única grande companhia a impor esse tipo de cobrança no Reino Unido; há casos em que crianças viajam sem custo adicional, e o relatório será apresentado em até seis meses, sem conclusão sobre infração.

A CMA (Autoridade Britânica de Concorrência e Mercados) abriu nesta quinta-feira (11) uma investigação contra a Ryanair por taxas cobradas de pais para sentarem ao lado de seus filhos. O foco é verificar se a companhia aplica uma cláusula contratual abusiva, com base na avaliação preliminar do regulador.

Segundo a CMA, os termos da Ryanair obrigam pelo menos um dos pais a ocupar um assento junto de filhos de 2 a 11 anos mediante a reserva de um assento familiar pago. Para os demais passageiros, a reserva é opcional, aponta o regulador.

A taxa associada a essa prática costuma ficar em torno de oito libras por trecho, segundo a CMA. A entidade destaca que a prática é proibida na Itália, mas é usada na maioria das rotas com saída do Reino Unido.

Detalhes da prática e posições

A Ryanair classificou a investigação como enganosa e afirmou, em nota enviada à imprensa, que cumpre todas as leis e regulamentações aplicáveis. A empresa diz que não cobra taxas para até quatro passagens infantis na mesma reserva, desde que haja apenas um assento reservado para um adulto.

Contudo, a CMA afirma que a Ryanair é a única grande companhia que opera a partir do Reino Unido a impor esse tipo de cobrança. A agência também ressalta que as taxas não são aplicadas de forma sistemática, e que em alguns casos os pais podem se sentar ao lado dos filhos sem custo adicional.

O regulador informou que apresentará um relatório sobre a investigação dentro de seis meses e ressaltou que, até o momento, não houve conclusão sobre possível infração da lei por parte da Ryanair.

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