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Renegociação de dívidas do agronegócio teria viés eleitoral, diz economista

Economista aponta que a renegociação de dívidas do agronegócio tem tom político e pode onerar os cofres públicos em até 140 bilhões nos próximos dez anos

Classe política precisa saber de onde vai tirar crédito, afirma
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  • Senado aprovou, em votação simbólica, a renegociação de dívidas de produtores rurais.
  • Governo teme impacto nas contas públicas nos próximos anos.
  • Economista Fernando Agra aponta que a medida pode ter caráter político e representa uma “pauta-bomba” estimada em cerca de 140 bilhões de reais em dez anos.
  • Ele reforça a necessidade de serenidade na discussão na Câmara dos Deputados para buscar alternativas sem onerar demais o governo.
  • O projeto cria linhas de financiamento com fontes diversas, incluindo o fundo social da exploração de petróleo no pré-sal, beneficiando produtores, associações e cooperativas atingidos por perdas de safra.

O Senado aprovou, em votação simbólica nesta quarta-feira, 10, a renegociação de dívidas de produtores rurais. A proposta cria linhas especiais de crédito com fontes diversas, incluindo recursos do fundo social da exploração de petróleo no pré-sal, para produtores atingidos por perdas de safra.

O governo federal expressa preocupação com o impacto fiscal da medida nos próximos anos. A dívida pública brasileira já ultrapassa 80% do PIB, o que aumenta o cuidado com novas obrigações de gasto.

O economista Fernando Agra afirma que a decisão parece ter peso político, indo além de uma solução econômica. Segundo ele, a proposta pode se tornar uma pauta que pressione o governo.

A avaliação é de que o custo para os cofres públicos pode chegar a cerca de 140 bilhões de reais ao longo de uma década, dependendo de como a linha de crédito será estruturada e financiada.

O texto aprovado beneficia produtores, associações e cooperativas que tenham passado por perdas de safra e redução de renda, com amparo por vias de financiamento diferentes das tradicionais.

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