- Rogério Xavier afirma que não houve golpe nem briga entre sócios na SPX Capital; debates foram normais durante a reestruturação.
- Após anos de desempenho abaixo do esperado, Xavier foi relegado a gerenciar uma parcela menor dos recursos, com Bruno Pandolfi assumindo a área de maior peso em ativos.
- A gestão internacional da SPX está sendo reduzida: escritório de Londres está sendo desmobilizado e a base permanente passa a ficar em Cascais, perto de Lisboa.
- Os ativos sob gestão caíram de mais de R$ 80 bilhões para cerca de R$ 49 bilhões, com oNimitz, principal fundo, registrando forte perda em 2023 e 2026.
- A crise refletiria um desafio setorial nos multimercados brasileiros, em cenário de juros elevados (Selic) e competição com renda fixa; decisão envolve buscar escolhas de maior retorno risco.
Rogério Xavier, principal acionista da SPX Capital, anunciou mudanças na gestão da gestora brasileira. Não houve golpe nem agressões entre sócios; as discussões sobre a reestruturação ocorreram ao longo de 2026, com o objetivo de recuperar o desempenho dos fundos. O desfecho envolve a redução da participação de Xavier na gestão de ativos.
A SPX informou que Bruno Pandolfi passou a comandar a área de multimercados, concentrando a maior parte dos recursos sob gestão. O movimento acompanha a saída de outros sócios e o encerramento de parte da operação internacional, incluindo o fechamento parcial do escritório de Londres. Pandolfi é sócio desde a fundação da empresa.
As mudanças ocorrem em meio a retração de recursos da SPX. O total sob gestão caiu de mais de R$ 80 bilhões para cerca de R$ 49 bilhões, conforme a trajetória de fluxo de investimentos nos últimos anos. Em março, o Nimitz, carro-chefe da casa, registrou a pior perda mensal da sua história, de 5,5%.
Segundo fontes, a reorganização visava concentrar a gestão em um único gestor de multimercados. Xavier declarou que houve anos de desempenho abaixo do esperado e que a estrutura atual dificultava decisões estratégicas. A mudança amplia o papel de Pandolfi na tomada de decisões.
A SPX mantém posição de atuação internacional, com presença histórica em Londres e Nova York. O escritório de Londres está sendo desmobilizado, e Cascais, em Portugal, passa a ser a base permanente de Xavier. A gestora planeja manter operações globais, com foco em investidor institucional e clientes do Oriente Médio.
Entre outros movimentos, dois sócios importantes deixaram a empresa. Schneider indicou residência em Abu Dhabi, enquanto Marcelo Castro e Marcella Libardoni também se desvincularam. A diretoria afirma que a reestruturação busca maior clareza na governança e agilidade decisória.
A indústria de multimercados no Brasil enfrenta cenário desafiador, com alta taxa Selic e resgates de recursos em busca de renda fixa. Especialistas apontam que a volatilidade global pressiona estratégias de curto prazo, refletindo nos resultados da SPX e de peers do setor.
Xavier, segundo a direção, continuará a atuar na gestão de recursos, agora com foco em oportunidades de maior risco-retorno fora de posições constantes. A gestão da empresa mantém o compromisso de atender aos investidores com transparência e objetivos de longo prazo.
A SPX não apresentou prazo formal para retorno completo da atuação internacional, mas sinalizou que não houve ruptura de parceria entre os fundadores. Pandolfi reiterou que a relação com Xavier permanece sólida e que a equipe continua dedicada aos clientes.
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