- Rogério Xavier, acionista principal, passa a gerir uma parcela muito menor dos recursos; Bruno Pandolfi assume a área que concentra a maior parte dos ativos da SPX.
- A expansão internacional é praticamente encerrada: o escritório de Londres é desativado e a SPX reduz presença no exterior, com Cascais como base permanente.
- O patrimônio da gestora recuou de mais de R$ 80 bilhões para cerca de R$ 49 bilhões nos últimos anos, com clientes saindo devido ao desempenho abaixo do esperado.
- O fundo carro-chefe, Nimitz, registrou perda mensal de 5,5% em março, e soma 0,8% de ganho nos primeiros cinco meses de 2026.
- A SPX pretende manter presença internacional, com foco em Cascais e Abu Dhabi para atender o Oriente Médio; outros sócios (Marcelo Castro, Marcella Libardoni) deixaram a empresa.
Bloomberg — Rogério Xavier usou a imprensa para esclarecer rumores sobre a SPX Capital. Em entrevista, afirmou que não houve golpe para derrubá-lo do comando e que as reformas visam reorganizar a gestão dos multimercados, reduzir a presença internacional e recuperar a confiança de investidores.
Na prática, Xavier foi deslocado de parte dos recursos sob gestão após anos de desempenho abaixo do esperado. Bruno Pandolfi passou a liderar a área mais relevante da carteira, enquanto a expansão internacional, com escritórios em Londres e Nova York, está em fase de desmobilização. A gestora também reduziu o quadro societário, com a saída de dois sócios.
O que mudou na SPX
O patrimônio da SPX recuou de mais de 80 bilhões para cerca de 49 bilhões de reais, em função de resgates motivados pelo fraco desempenho. O Nimitz, carro-chefe da casa, registrou a maior perda mensal da história em março, com queda de 5,5%.
Xavier admite responsabilidade parcial pelo rendimento ruim. A estratégia passa a privilegiar posições de maior retorno esperado e menos trades de curto prazo, para evitar perdas em movimentos adversos.
Contexto setorial e regional
A indústria de multimercados no Brasil enfrenta saída de recursos devido à alta da Selic, hoje em 14,5%. Investidores migram para renda fixa e aplicações simples, pressionando fundos do setor, incluindo a SPX.
Fora do Brasil, a SPX reduziu presença em Londres e desmobiliza o escritório na cidade. A sede está em Cascais, próximo a Lisboa, que passa a funcionar como base principal para Xavier. A continuidade de atuação internacional é mantida, com planos de retorno futuro a mercados globais.
Perspectiva e próximos passos
Além de Pandolfi, outros dois sócios deixaram a firma: Marcelo Castro e Marcella Libardoni. Daniel Schneider manterá base em Abu Dhabi, ampliando atendimento a clientes do Oriente Médio. A direção afirma que a gestão continua voltada ao investidor, com foco em recuperar desempenho e confiança.
Xavier reforça que a SPX não descarta retomar operações internacionais eventualmente, apesar do recuo atual. A reorganização, segundo ele, busca eliminar pontos de atrito na tomada de decisão e alinhar atuação aos objetivos dos clientes.
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