Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Títulos argentinos atingem recorde após melhoria de risco pela S&P

S&P eleva classificação da Argentina para B-, segunda melhoria em menos de dois meses, citando superávits fiscais e liquidez externa fortalecida que impulsiona títulos em dólares

O presidente argentino Javier Milei — Foto: Francisco Loureiro/Reuters
0:00
Carregando...
0:00
  • A S&P Global Ratings elevou a classificação soberana da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável, citando resultados fiscais positivos e medidas do governo Milei para cumprir pagamentos da dívida.
  • Títulos argentinos em dólares subiram na curva, com os papéis de longo prazo (2035) avançando até 2,9 centavos de dólar, para 79,4 centavos; o papel de 2030 também ganhou.
  • A mudança ocorre pouco mais de dois meses após a Argentina ter tido outra melhoria de nota, impulsionada pela menor vulnerabilidade econômica e pela melhoria da liquidez externa.
  • Investidores avaliam que a subida reduz riscos e pode facilitar o retorno do país aos mercados de capitais internacionais, com spreads da dívida soberana potencialmente se estreitando.
  • O governo mantém política de aperto fiscal, desregulamentação e aumento de reservas, com superávit primário e bom desempenho das exportações ajudando a sustentar a posição financeira antes das eleições de 2027.

Os títulos argentinos em dólar operaram em alta na quinta-feira após a confirmação da segunda melhora de classificação de crédito em menos de dois meses. A S&P Global Ratings elevou a nota de CCC+ para B-, com perspectiva estável, citando resultados fiscais positivos e medidas do governo Milei para cumprir a dívida.

Títulos de longo prazo, como o vencimento em 2035, chegaram a subir até 2,9 centavos de dólar, chegando a 79,4 centavos. Papéis de médio prazo, com vencimento em 2030, também avançaram, ganhando mais de 1,2 centavos. O ambiente de aumento de nota reforça o apetite de investidores.

A S&P apontou redução de vulnerabilidades econômicas e melhora da liquidez externa como fatores-chave, destacando superávits fiscais e acumulação de reservas cambiais como fortalecedores do perfil de liquidez do governo. A agência não descarta desafios, principalmente com o próximo ano e meio.

Segundo analistas, a elevação aproxima a Argentina de retornar aos mercados internacionais de capitais. O movimento ocorre em meio a um arcabouço de ajuste fiscal, desregulamentação e normalização monetária e cambial, sob a gestão Milei.

A Fitch já havia elevado a classificação da Argentina de CCC para B- em maio. A percepção de menor risco tende a reduzir spreads da dívida soberana, abrindo espaço para novas emissões externas, segundo especialistas.

O governo tem usado uma combinação de medidas: controle fiscal, repasse de reservas e financiamentos locais para atender às necessidades de caixa. Em paralelo, o banco central tem ampliado as reservas com compras de dólares, fortalecendo liquidez externa.

A S&P também questiona dificuldades no curto prazo diante do calendário eleitoral de 2027. Mesmo assim, a agência aponta que as políticas atuais podem sustentar a gestão de passivos e a resistência financeira até as eleições.

Especialistas indicam que, com a melhora de classificação, o país pode atrair emissões adicionais no mercado internacional. A análise sugere que, se mantiver as políticas, a Argentina pode manter o acesso a funding externo nos próximos meses.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais