- Em maio, alimentação em domicílio subiu 1,65%, a maior alta para o mês em dezoito anos.
- O acumulado desde 2008 até maio é de 2,27%.
- As principais elevações foram batata-inglesa (+44,69%), tomate (+20,62%), cebola (+16,80%) e carnes (+1,39%).
- O grupo Alimentação e Bebidas puxou a inflação de maio, fazendo o IPCA subir 0,58% no mês e o indicador de 12 meses ficar acima da meta do Banco Central.
- Fatores sazonais, como a entressafra, e pressões globais — fretes e a guerra no Oriente Médio — contribuíram para os reajustes e a disponibilidade de hortaliças.
O índice de alimentação no domicílio acelerou em maio, com alta de 1,65%. A variação representa a maior alta para o mês em 18 anos, segundo o IPCA. O aumento elevou o peso do grupo Alimentação e Bebidas no índice geral.
Entre os itens, a batata-inglesa puxou o avanço com alta de 44,69%. Tomate subiu 20,62%, cebola 16,80% e carnes avançaram 1,39%. Esses aumentos explicam boa parte da elevação no segmento.
Para o conjunto de alimentos, o resultado impulsionou a inflação de maio e ajudou a levar o IPCA anual acima do teto da meta do Banco Central. O IBGE aponta que, sem essa categoria, o índice mensal seria de 0,37%.
Fatores que explicam a alta
O IBGE aponta influência sazonal: maio é período de entressafra no Brasil, o que eleva preços de diversas hortaliças. Além disso, o risco geopolítico afeta custos de produção e fretes, refletindo nos preços nas gôndolas.
O gerente de pesquisa Fernando Gonçalves comenta que há reflexos do cenário internacional sobre os alimentos, especialmente pelos fretes. O frio atrasou amadurecimento do tomate e a mudança de safra reduziu a disponibilidade de batata-inglesa.
Desdobramentos no orçamento
O desempenho de Alimentos e Bebidas elevou o IPCA de maio, contribuindo para o patamar de 12 meses acima da meta. A alta fere o orçamento das famílias, principalmente com itens da mesa diária, segundo dados oficiais.
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