- Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e cofundador do Ieps, afirmou que a Previdência brasileira é “pré-falimentar” durante o projeto Brasil Adiante, em 11 de junho de 2026.
- Ele defendeu uma reforma previdenciária profunda para liberar recursos para a saúde, acompanhando o aumento da expectativa de vida.
- Segundo o economista, gastos previdenciários já representam mais de 12% do PIB e podem chegar a 16% nas próximas décadas.
- Criticou medidas aprovadas em períodos eleitorais que elevam despesas sem enfrentar problemas estruturais, destacando a relação entre o número de trabalhadores ativos e beneficiários.
- Propôs ajustes paramétricos, incluindo a idade mínima de aposentadoria, como parte de uma reforma abrangente da Previdência.
Armínio Fraga afirmou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, que a Previdência brasileira é pré-falimentar. A declaração foi feita durante o projeto Brasil Adiante, realizado pelo O Estado de S. Paulo.
O economista, ex-presidente do Banco Central e cofundador do Ieps, defendeu uma reforma previdenciária profunda para liberar recursos destinados à saúde, acompanhando o aumento da expectativa de vida da população.
Ele destacou que não é possível tratar envelhecimento sem enfrentar a Previdência e apontou que os gastos previdenciários já representam mais de 12% do PIB, podendo chegar a 16% nas próximas décadas. A comparação foi feita para ilustrar a gravidade do cenário fiscal.
Contexto e impactos
Fraga criticou medidas aprovadas em períodos eleitorais, que, segundo ele, elevam despesas sem resolver problemas estruturais. Ele mencionou uma agenda de pautas-bomba e afirmou que não é viável continuar sem reformas.
Como saída, o economista defendeu mudanças nas regras previdenciárias, com ajustes paramétricos e na idade mínima de aposentadoria, entre outras medidas. A ideia é reduzir a pressão sobre as contas públicas.
Propostas e próximos passos
Entre as propostas, ele afirmou que a reforma precisa ser profunda e abrangente, envolvendo parâmetros como idade de aposentadoria e critérios de cálculo. O objetivo é tornar a Previdência sustentável e liberar orçamento para áreas como a saúde.
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