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Banco Central analisa rastreamento de recebíveis

BC avalia sistema de rastreamento de recebíveis para ampliar transparência e prevenir fraudes após caso Entrepay

Foto: Reprodução
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  • Banco Central avalia criar um sistema de registro de recebíveis para acompanhar as transações desde a origem até a liquidação final.
  • A proposta aparece após o escândalo envolvendo a Entrepay, buscando maior segurança e integridade no mercado financeiro.
  • A ideia é integrar diferentes sistemas de registro e criar uma plataforma unificada para consulta e validação das informações.
  • Serão considerados recebíveis de maior volume e liquidez, com critérios e procedimentos detalhados na regulamentação futura.
  • O BC pretende avançar nas discussões nos próximos meses, com participação do setor privado e uso potencial de tecnologias como registro distribuído.

O Banco Central do Brasil (BCB) avalia a criação de um sistema de registro de recebíveis que permita rastrear operações desde a origem até a liquidação final. A medida surge após o escândalo envolvendo a Entrepay, que expôs falhas no controle e na rastreabilidade de transações financeiras.

A proposta mira ampliar a visibilidade de recebíveis como duplicatas e cheques, buscando registrar e monitorar o fluxo em todas as etapas. O objetivo é reduzir fraudes, lavagem de dinheiro e outros ilícitos vinculados à cadeia de custódia desses ativos.

A iniciativa envolve estudo técnico e regulatório, com foco em maior interoperabilidade entre sistemas de registro e custódia, para facilitar consultas e validações. A prioridade é fortalecer a segurança do mercado financeiro.

Contexto do estudo

O incidente envolvendo a Entrepay, em meados de 2026, acelerou o debate sobre controles de recebíveis. As informações preliminares indicam falhas no registro e na verificação de autenticidade, elevando a apreensão entre instituições e reguladores.

O BCB avalia integrar diferentes plataformas de registro, criando uma plataforma única ou padrão interoperável. A ideia é facilitar a identificação rápida de inconsistências e tentativas de manipulação.

A análise também define quais recebíveis devem entrar no regime ampliado. Inicialmente, setores de maior volume e liquidez recebem foco devido ao maior risco sistêmico.

Próximos passos

Espera-se avanço nas discussões nos próximos meses, com propostas a serem apresentadas pelo BC. A cooperação com bancos, fintechs e gestores de recebíveis será central para o sucesso da iniciativa.

Tecnologias como registro distribuído (DLT) podem entrar como ferramenta para aumentar a eficiência e a segurança do rastreamento. O objetivo é um ambiente de negócios mais confiável, com maior transparência para investidores e instituições.

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