- O Citigroup lançará uma plataforma baseada em blockchain para negociar ações tokenizadas de empresas privadas, inicialmente apenas para investidores estrangeiros.
- A empresa já conversa com grandes companhias privadas para participação, mas não divulgou nomes.
- A tokenização busca facilitar acesso institucional a empresas de alto crescimento como SpaceX e Anthropic, setor em que investidores buscam participação antes de abrir capital.
- A ideia é transformar participações em tokens registrados em blockchain, o que pode facilitar negociação, registro e liquidação, dependendo de regras regulatórias e contratuais.
- O movimento faz parte de uma trajetória do Citi em tokenização de ativos; a instituição já pilotou o Citi Token Services e integra uma tendência de bancos tradicionais avançando nessa infraestrutura.
O Citi revelou uma plataforma baseada em blockchain para negociar ações tokenizadas de empresas privadas. Inicialmente, o acesso ficará restrito a investidores estrangeiros, com a instituição dizendo estar em conversas com grandes empresas privadas para participação, sem revelar nomes.
A iniciativa ocorre em um contexto de crescente interesse por companhias privadas de alto crescimento, como SpaceX, Anthropic e OpenAI. Investidores buscam acesso institucional a ações ainda não abertas ao público, em um mercado tradicionalmente pouco líquido e restrito a grandes players.
A proposta é transformar participações ou instrumentos ligados a ações privadas em tokens na blockchain, facilitando negociação, registro e liquidação. Contudo, a implementação depende de regras regulatórias, custódia e contratos específicos de cada produto.
Paralelamente a esse movimento, outras entidades vêm explorando a tokenização de participações privadas. A Republic, por exemplo, já anunciou planos de oferecer tokens de ações de SpaceX, OpenAI e Anthropic, com investimentos iniciais baixos. A Robinhood também já testa ações tokenizadas para usuários europeus, em parceria com a rede Arbitrum.
O Citi já vinha avançando nesse eixo. Em 2023, o banco projetou que o mercado de valores mobiliários tokenizados poderia chegar a US$ 4 trilhões até 2030 e descreveu a tokenização como um potencial caso de uso da blockchain. Em seguida, lançou o Citi Token Services, para converter depósitos em tokens digitais em uma blockchain privada.
Em anos recentes, o banco integrou-se a um consórcio apoiado pelo JPMorgan para criar uma rede de depósitos tokenizados, com previsão de lançamento na primeira metade de 2027, segundo reportagens internacionais. A nova plataforma amplia o papel do Citi no ecossistema de ativos tokenizados.
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