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Conta de luz e alimentos pressionam inflação no DF

Inflação em Brasília avança para 0,63% em maio, puxada por alimentos e energia elétrica, pressionando o orçamento familiar e elevando o IPCA anual

A batata-inglesa se mostrou a grande vilã da inflação, com alta de 38,79% no mês passado - (crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 10.11.23)
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  • Inflação em Brasília, maio: 0,63%, acima de abril (0,16%) e da média nacional (0,58%).
  • Taxa acumulada no ano chegou a 2,52%; nos últimos doze meses, alta de 4,11%.
  • Alimentação e bebidas foi o principal motor, alta de 1,36% e peso de 0,24 ponto percentual; itens destacam batata-inglesa (+38,79%), tomate (+10,39%), leite longa vida (+4,50%).
  • Habitação subiu 1,03%, com energia elétrica residencial em alta de 3,45% (bandeira amarela; adicional de R$ 1,885 por 100 kWh); aluguel (+0,66%), gás de botijão (+1,09%).
  • Transportes foi o único grupo com queda (-0,09%), puxada por passagens aéreas (-1,53%), gasolina (-0,33%) e etanol (-10,77%); itens de mobilidade tiveram alta (transporte por aplicativo +3,87%, ônibus urbano +3,41%).

A inflação de Brasília acelerou em maio, conforme o IPCA divulgado pelo IBGE. O índice ficou em 0,63%, ante 0,16% em abril, e acima da média nacional de 0,58%. O levantamento aponta a pressão de alimentação e energia no orçamento local.

Com isso, a inflação acumulada na capital chega a 2,52% no ano, e 4,11% nos últimos 12 meses. Entre os nove grupos pesquisados, oito registraram alta de preços no mês.

Alimentação foi o principal motor da alta

O grupo consumo alimentício subiu 1,36% em maio, contribuindo com 0,24 ponto percentual do IPCA. Batata-inglesa subiu 38,79%, tomate 10,39% e leite longa vida 4,50%.

Refeições fora de casa avançaram 0,90% e lanches, 0,80%. Já a banana-d’água caiu 6,84% e o açúcar cristal recuou 5,74%.

Habitação e energia eletricidade pressionam o orçamento

O grupo habitação teve alta de 1,03%. Energia elétrica residencial subiu 3,45%, o maior impacto específico no mês, contribuindo com 0,10 ponto no IPCA.

A cobrança considerou a bandeira tarifária amarela, que acrescentou R$ 1,885 a cada 100 kWh. Aluguel subiu 0,66% e gás de botijão, 1,09%.

Saúde também ficou mais cara

Saúde e cuidados pessoais avançaram 0,88%. Planos de saúde ficaram 0,50% mais caros; perfumes, 4,11%; hospitalização e cirurgia, 1,55%.

Essas variações indicam que despesas essenciais permaneceram elevadas, pressionando o bolso das famílias brasilienses ao longo do mês.

Transportes apresentou queda, mas houve elevações relevantes

O grupo transportes caiu 0,09%, sendo o único com recuo. Passagens aéreas recuaram 1,53%, gasolina -0,33% e etanol -10,77%.

Contudo, itens de mobilidade subiram: transporte por aplicativo +3,87%, ônibus urbano +3,41% e emplacamento/licenciamento, +0,40%.

Sobre o IPCA e o que mede

O IPCA é o índice oficial de inflação, calculado pelo IBGE desde 1980. A pesquisa abrange 10 regiões metropolitanas e algumas cidades, incluindo Brasília, e acompanha a variação de preços de bens e serviços de consumo das famílias.

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