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EUA usam protecionismo brasileiro para propor aumento de tarifas

EUA avaliam elevar tarifas sobre produtos brasileiros, citando barreiras comerciais; alta de até 37,5% depende de decisão de Trump até 15 de julho de 2026

Teto tarifário de produtos não-agrícolas
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  • EUA afirmam que o Brasil tem barreiras comerciais mais altas do que outras economias e sugerem tarifas adicionais de até 37,5% para parte dos produtos brasileiros, com decisão de Trump até 15 de julho de 2026.
  • O teto médio de tarifas do Brasil para não-agrícolas é de 30,8%, acima de Índia e México, mas abaixo de China, União Europeia e Estados Unidos; algumas categorias, como roupas, chegam a 35%.
  • O USTR diz que, embora haja superávit na balança bilateral, o saldo poderia ser maior com maior acesso de produtos dos EUA.
  • O histórico protecionista brasileiro persiste, com exemplos como a reserva de mercado de informática; há críticas à alta taxação de equipamentos industriais e automóveis.
  • Dados da Organização Mundial do Comércio mostram tarifas de até 35% para produtos industrializados; comércio Brasil–EUA em 2024 foi de US$ 127,6 bilhões; a Mídia não recebeu dados médios solicitados pelo governo brasileiro.

O governo dos Estados Unidos propõe elevar tarifas de importação sobre parte dos produtos brasileiros, com a justificativa de desigualdade tarifária entre os dois países. A medida envolve o Office of the United States Trade Representative (USTR) e pode chegar a 37,5% adicionais, com decisão de até 15 de julho de 2026 pelo presidente Donald Trump. A análise é baseada em propostas que entram em vigor a partir de 1º de julho de 2026.

Segundo o USTR, o Brasil mantém barreiras comerciais superiores às de outras economias, o que seria prejudicial aos esforços de competitividade dos EUA. O governo norte-americano sustenta que esse desequilíbrio afeta o acesso de produtos dos EUA ao mercado brasileiro, mesmo com um histórico de superávit bilateral.

O estudo da Organização Mundial do Comércio (OMC), no relatório World Tariff Profiles 2025, aponta que o teto médio de tarifas do Brasil para não-agrícolas é de 30,8%. Países como China, União Europeia e EUA apresentam tarifas bem mais baixas. O Brasil mantém tarifas elevadas para setores industriais e itens manufaturados.

Contexto

Dados da OMC indicam que o Brasil tem tarifas máximas de até 35% para alguns produtos industrializados, incluindo vestuário. Em contraste, países vizinhos como o Paraguai cobram tarifas menores, refletindo políticas por menos proteção tarifária. O governo brasileiro afirma que as tarifas são proporcionais à proteção de setores estratégicos da indústria nacional.

A comparação bilateral mostra que o comércio Brasil-EUA movimentou US$ 127,6 bilhões em 2024, segundo o USTR. A Índia registrou US$ 212,3 bilhões no mesmo ano, cenário que reforça o debate sobre a relação de tarifas e competitividade. Levantamentos da CNI apontam que a tarifa média efetiva de importação de produtos norte-americanos pelo Brasil é de 2,7%.

O debate envolve ainda a legislação brasileira, como a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025, que autoriza contrapartidas a países que adotem medidas desleais de forma unilateral. O texto permite suspender concessões comerciais, investimentos e obrigações de propriedade intelectual como resposta a tarifas consideradas injustas.

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