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Inflação anualizada sobe para 4,72%; em maio, é de 0,58%

Inflação em doze meses chega a 4,72%, acima do teto da meta; alimentação e energia elétrica pressionam o custo de vida das famílias em maio

Alta dos alimentos e da conta de luz manteve pressão sobre o custo de vida das famílias em maio
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  • O IPCA de maio foi 0,58%, e o acumulado em doze meses chegou a 4,72%, acima do teto da meta.
  • O ano de 2026 teve alta de 3,20% até maio.
  • Alimentação e bebidas respondeu por metade da inflação de maio, com alta de 1,33% (batata inglesa, tomate e cebola entre os itens puxando o índice).
  • Habitação subiu 1,22%, com energia elétrica residencial em alta de 3,67%, influenciando o IPCA.
  • Regiões: Aracaju e Campo Grande tiveram alta de 1,31%, Curitiba ficou em 0,29%; Transportes caiu 0,46% por quedas de combustíveis.

O IPCA, inflação oficial, foi de 0,58% em maio, segundo o IBGE. O resultado ficou abaixo da variação de abril, que foi de 0,67%. No acumulado de 2026, o índice subiu 3,20%, enquanto, em 12 meses, atingiu 4,72%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

A desaceleração mensal indica menor ritmo de alta dos preços frente a abril, mas o avanço anual mantém o desafio para a política monetária, influenciando decisões sobre a taxa básica de juros, hoje em 14,50% ao ano.

A divulgação também mostrou que o grupo Alimentação e bebidas respondeu por metade da inflação de maio, com alta de 1,33% e impacto de 0,29 ponto percentual no índice. Detalhes mostram alta de 1,65% na alimentação no domicílio, impulsionada pela batata-inglesa, tomate, cebola e carnes, enquanto café moído caiu 2,38% e frutas recuaram 0,70%.

Outro componente relevante foi Habitação, com avanço de 1,22% e contribuição de 0,18 ponto percentual, puxado pela energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e acrescentou 0,15 ponto ao IPCA devido a reajustes tarifários e à bandeira amarela. Saúde e cuidados pessoais subiu 0,90%, impulsionado por itens de higiene e planos de saúde. Transportes registrou queda de 0,46%, com recuos de combustíveis, entre eles gasolina (-1,46%), etanol (-6,20%) e diesel (-2,34%).

Entre as regiões pesquisadas, houve maior alta em Aracaju e Campo Grande, ambas com 1,31%, pressionadas pela energia elétrica e pelo tomate. Curitiba teve a menor variação, 0,29%, refletindo recuos da gasolina e de custos de emplacamento e licenciamento de veículos.

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