- Inflação de maio (IPCA) avançou 0,58%, a maior para o mês em cinco anos, apesar de recuar comparado a abril (0,67%).
- IPCA acumula 4,72% nos últimos 12 meses, atingindo o teto da meta após sete mesesAlém disso, o patamar está acima da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual definida pelo CMN.
- O rompimento do intervalo por seis meses seguidos exigiria explicação do Banco Central, com eventual prazo para retorno à meta.
- Tarifa de energia elétrica subiu 3,67% em maio, devido à bandeira amarela adotada pela Aneel, que acrescenta aproximadamente R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- Regiões como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte tiveram reajustes adicionais, com a bandeira amarela vigente em junho.
O IPCA de maio ficou em alta de 0,58%, trazendo a inflação do mês para o maior nível em cinco anos. O avanço é menor que o de abril (0,67%), mas ainda assim supera o teto da meta pela sétima vez consecutiva, mantendo a pressão sobre os preços ao consumidor.
O índice acumula 4,72% nos últimos 12 meses, o maior registro desde setembro do ano passado, quando ficou em 5,17%. A margem de tolerância da meta definida pelo CMN é de 1,5 ponto percentual; o rompimento acima da meta ocorreu novamente neste mês.
O desenho da meta revela que o rompimento pontual não exige explicação imediata do Banco Central, já que o indicador é medido em 12 meses. Caso o desvio persista por seis meses, a autoridade precisa justificar a posição e estipular um prazo para retorno à meta.
Contas de luz
As tarifas de energia elétrica ficaram 3,67% mais caras em maio. O impacto é ligado à adoção da bandeira amarela nas tarifas residenciais, que adiciona cerca de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
A Aneel explicou que a escassez hídrica levou ao acionamento de usinas termelétricas, com custos maiores que os das hidrelétricas. As contas de luz já tinham ficado sem cobrança extra desde dezembro de 2025 e a bandeira amarela permanece em vigor em junho.
Reajustes também contribuíram para o aumento, com mudanças incorporadas em Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. As novas cobranças passaram a valer a partir de 22 de abril.
O que é o IPCA
O IPCA é calculado a partir de 377 produtos e serviços, com peso específico segundo o consumo de famílias entre um e 40 salários mínimos. A inflação oficial considera nove grandes grupos: alimentação, habitação, transportes, saúde, educação, vestuário, comunicação, itens de uso pessoal e artigos domésticos.
A coleta de preços ocorre em grandes centros urbanos, com pesquisas em 11 regiões metropolitanas, além de itens em várias capitais do país. O objetivo é refletir o custo de vida das famílias em diferentes áreas.
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