- IPCA e IGP-M são formas diferentes de medir a inflação no Brasil: o IPCA observa o poder de compra do consumidor, enquanto o IGP-M está mais ligado à disponibilidade de mercado e costuma influenciar contratos de aluguel.
- O IGP-M funciona como uma leitura de preços do atacado e nem sempre chega ao bolso do consumidor, por ter critérios de cálculo distintos do IBGE.
- Para que o IGP-M afete o orçamento das pessoas, é preciso que o índice registre mudança brusca nos números, já que suas variações não acompanham necessariamente o IPCA.
- Em dois mil e dezessete, o IPCA fechou o ano em 2,95% e o IGP-M ficou em -0,52%; em dois mil e dezenove, o índice de aluguéis encerrou o ano em 7,30%, enquanto a inflação oficial ficou em 4,31%.
O IPCA e o IGP-M são índices usados para medir inflação no Brasil, mas representam realidades diferentes. O IPCA reflete o poder de compra do consumidor, enquanto o IGP-M está ligado à disponibilidade do mercado.
Segundo o economista Miguel Daoud, o IGP-M funciona como uma leitura de atacado, não chegando diretamente ao bolso do consumidor. A diferença decorre dos critérios de cálculo do IBGE.
Para que os efeitos do IGP-M se façam sentir no orçamento, é preciso ocorrer variação brusca nos números. Em 2017, o IPCA fechou em 2,95%, enquanto o IGP-M ficou negativo em 0,52%.
Já em 2019, houve o cenário oposto: o IGP-M de aluguéis encerrou o ano em 7,30%, e a inflação oficial ficou em 4,31%.
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