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Para muitos brasileiros, morar junto é decisão financeira, não apenas romântica

Dividir despesas ao morar junto gera economia de até R$ 28.620 por ano, com cerca de R$ 2.385 mensais, fortalecendo o orçamento a longo prazo

Casal admirando economias — Foto: Getty Images
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  • Estudo da Rico Investimentos aponta economia mensal de R$ 2.385 ao casal ao dividir despesas, totalizando cerca de R$ 28.620 por ano.
  • Casais citados passaram a morar juntos para reduzir gastos com aluguel, internet e atividades domésticas, apesar de enfrentar ajustes financeiros iniciais.
  • Na simulação da Rico, investir a economia gerada pela vida compartilhada pode render até R$ 1,9 milhão em trinta anos, contra R$ 326,1 mil se os dois moradores não dividirem custos fixos.
  • Dividir as despesas de forma justa pode ser feito pela divisão proporcional à renda, ajudando a evitar desequilíbrios, especialmente diante da diferença salarial entre homens e mulheres.
  • Modelos de organização financeira para o casal incluem contas separadas, conta conjunta única ou modelo misto, com escolha baseada na realidade de cada relação.

Morar junto deixou de ser apenas uma etapa nos relacionamentos. Para muitos brasileiros, a decisão envolve planejamento financeiro e mudanças no orçamento familiar. Dividir despesas pode reduzir custos individuais de forma significativa.

Segundo estudo da Rico Investimentos, compartilhar a residência pode render uma economia mensal de cerca de R$ 2.385, o que equivale a R$ 28.620 por ano para o casal. O benefício aparece principalmente em gastos fixos.

Casais entrevistados relatam que a decisão ajuda a aliviar o aperto financeiro. Em João Pessoa, uma pessoa citou que, após a mudança, houve reorganização do orçamento, com o aluguel e as contas da casa entre os itens mais impactados. Ainda assim, novos gastos aparecem.

Outro exemplo é de Salvador, com mudança para São Paulo após aprovação em concurso público. O alto custo da moradia fez com que o casal optasse por morar na mesma residência para reduzir despesas, mantendo o equilíbrio entre renda e gastos.

Economia prática com a divisão de custos

A educadora financeira Thaísa Durso, da Rico, apontou que a comparação entre custos individuais e de um casal morando junto mostra ganhos reais. Entre os itens analisados, aluguel, condomínio, IPTU, luz, internet, alimentação e transporte pesam no orçamento.

A simulação da Rico indica que, ao dividir despesas, o casal pode ter economia mensal de aproximadamente R$ 2.385. Mesmo com gastos adicionais, a dobra no uso de recursos compartilhados facilita a organização financeira.

Projeção de longo prazo

A Rico também simulou cenários de investimento. Caso a economia mensal seja investida com rentabilidade de 5% ao ano, o patrimônio do casal pode chegar a cerca de R$ 1,9 milhão em 30 anos, contra aproximadamente R$ 326 mil para quem não compartilha custos.

A diferença patrimonial aumenta conforme o tempo e o montante investido. Em 5, 10 e 15 anos, os números mostram vantagem expressiva para quem vive em conjunto e investe a economia gerada.

Como dividir de forma justa

Entre as opções, a divisão proporcional à renda aparece como alternativa equilibrada. Em exemplo hipotético, se a soma de rendas for R$ 10 mil com um parceiro recebendo R$ 6 mil e o outro R$ 4 mil, uma despesa de R$ 2 mil pode ser rateada com base nessas proporções.

Essa prática consideraria desigualdades salariais entre gêneros e setores, evitando desequilíbrios dentro da relação. A divisão não precisa ser igualitária; o princípio é a justiça financeira conforme a capacidade de cada um.

Modelos de organização financeira

Entre as possibilidades, destacam-se: contas separadas, conta conjunta única e modelo misto. A escolha depende da realidade de cada casal, desde que haja clareza sobre responsabilidades e metas compartilhadas.

Ao planejar investimentos, é possível manter carteiras individuais, mesmo com uma conta conjunta para despesas fixas. O equilíbrio envolve respeitar perfis de risco e alinhar objetivos comuns sem abrir mão da autonomia.

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