- Proposta em São Paulo cria pontos de alimentação nos parques municipais, operados principalmente por microempreendedores locais, com fiscalização permanente da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.
- Os valores arrecadados com os espaços gastronômicos serão revertidos para a manutenção e melhoria das próprias áreas de lazer, sem ampliar áreas verdes.
- A iniciativa já passou por etapas como levantamento, edital, consultas públicas e está em análise técnica final, com aprovação inicial em alguns parques, como Aclimação, desde 2015, e ainda aguardando em Independência e no Povo.
- A ideia segue exemplos nacionais e internacionais de gestão de espaços públicos autossustentáveis, alinhando bem-estar dos usuários com recuperação e preservação ambiental.
- A cidade, que possui mais de cento e vinte parques, busca ampliar estrutura e qualidade das áreas verdes por meio de parcerias com microempreendedores, com supervisão da prefeitura e órgãos de patrimônio.
Os parques municipais de São Paulo poderão receber pontos de alimentação, com foco em microempreendedores locais. A proposta busca aprimorar a gestão, ampliar a convivência e financiar a manutenção das áreas de lazer. A iniciativa envolve quiosques, carrinhos e restaurantes em estruturas existentes, com área entre 15 e 20 m², sob fiscalização da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.
A ideia faz parte do projeto Viva o Verde SP, desenvolvido pela Prefeitura em parceria com a ONU-Habitat. Avaliação de mais de cem parques, nos últimos três anos, apontou a necessidade de tornar espaços públicos ativos financeiramente, com receitas vinculadas ao território. A proposta está alinhada a esse diagnóstico e aos modelos já adotados em equipamentos culturais da cidade.
O objetivo é criar condições para oferecer alimentação aos usuários e manter as áreas verdes, assegurando agilidade em pequenos reparos. O formato envolve termos de permissão de uso, instrumentos jurídicos já consolidados na gestão pública, com os recursos revertidos para melhorias das próprias áreas.
Como funciona
Os permissionários deverão cumprir regras como respeito ao regulamento, gestão de resíduos e fiscalização contínua da secretaria. As intervenções ficam restritas a estruturas já existentes, sem reduzir áreas verdes. O modelo prevê que o parque gere recursos, que retornem aos investimentos de cada espaço.
O projeto já tem avanços relevantes em parques como Aclimação, onde há aprovação desde 2015 pelo Conpresp e pelo Condephaat, com recuperação da área esportiva desativada há mais de uma década. Em Independência e no Povo, as áreas já existem e aguardam apenas a presença de um permissionário.
Mais de dois parágrafos descrevem que o plano passou por estudo de campo, publicação de edital, consulta e audiências públicas. Recentemente, conselhos gestores contribuíram para o aperfeiçoamento, e o edital segue para análise técnica final. A transparência foi destacada como base do processo.
Impacto e cenário
A iniciativa reforça a aposta no desenvolvimento econômico local ao priorizar microempreendedores da cidade. A ONU-Habitat aponta que pequenos aproveitamentos econômicos de espaços públicos fortalecem comunidades vizinhas, com receitas vinculadas ao território. A prefeitura ressalta que o projeto não compromete áreas verdes e busca manter a qualidade das estruturas.
São Paulo conta hoje com mais de 120 parques, com 15 novas unidades criadas pela gestão atual, especialmente nas regiões periféricas. O objetivo é ampliar estrutura, cuidado e uso compartilhado desses espaços para a população paulistana.
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