- Preços do petróleo caem após a divulgação de uma minuta de acordo entre EUA e Irã que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz.
- WTI cai para US$ 85,36 e Brent recua para US$ 88,13, por volta de 9h40 (horário de Brasília).
- Documento de 14 pontos prevê Ormuz reaberto em até 30 dias; EUA poderiam suspender sanções ao petróleo iraniano e retirar forças do território iraniano, além de apoiar programa de reconstrução estimado em até US$ 300 bilhões.
- O presidente Donald Trump afirmou ter alcançado um grande acordo, mas a formalização dos documentos ainda depende de etapas; o Irã não confirmou a adoção da minuta.
- Analistas apontam alívio no prêmio de risco geopolítico e a menor demanda chinesa como fatores que ajudam a conter os preços.
O preço do petróleo recuou nesta sexta-feira após a divulgação de uma minuta de acordo entre EUA e Irã que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota-chave para o comércio global de energia. O anúncio reduziu temores de interrupção no fornecimento do Oriente Médio.
Analistas destacam que a proposta aponta para a retomada da navegação no estreito em até 30 dias, com suspensão de sanções ao Irã. Também prevê retirada de forças americanas do território iraniano e participação de Washington em um programa de reconstrução de até 300 bilhões de dólares.
A divulgação partiu da agência iraniana Mehr, citando 14 pontos para encerrar as hostilidades. Mesmo assim, o governo iraniano afirma avaliar os termos, enquanto o presidente Donald Trump disse haver um grande acordo, sujeito a formalização nos próximos dias.
Pelo câmbio de oportunidades, o petróleo chegou a cair com o recuo do prêmio de risco geopolítico embutido nos preços desde o aumento das tensões. Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, o que explica a volatilidade.
Perspectivas globais
A queda dos preços também é influenciada pela demanda, com a China mantendo importações próximas de 8,7 milhões de barris por dia. O Citi aponta que o país segura estoques e reduz pressões de alta no mercado.
Analistas do BMO Capital Markets ressaltam que a conjuntura diplomática, além de rotas alternativas e demanda chinesa mais fraca, tem ajudado a manter os preços estáveis nas últimas semanas.
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