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Picanha sobe quase 10% e inflação de alimentos preocupa governo em ano eleitoral

Picanha sobe nove vírgula vinte e três por cento em 2026 e inflação de alimentos pressiona Lula no ano eleitoral, com IPCA de maio em quatro vírgula setenta e dois por cento e taxa básica de juros (Selic) em 14,5%

Guerra do Irão provocou aumento dos combustíveis, com impacto sobre frete e fertilizantes; isso pressionou o preço dos alimentos, segundo o IBGE
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  • Picanha subiu cerca de 9,2% em 2026, contribuindo para a alta dos alimentos e para a dor de cabeça econômica do governo perto das eleições.
  • O IPCA de maio ficou em 4,72% nos últimos doze meses, acima da meta de três por cento e acima do teto de quatro vírgula cinco por cento.
  • Alimentos em domicílio tiveram alta pelo sexto mês consecutivo, com três impactos fortes desde o início da guerra no Irã, pressionando o orçamento familiar.
  • A inflação de serviços continua em torno de seis por cento ao ano, puxada pelo mercado de trabalho com pouca oferta de mão de obra e pelos estímulos ao consumo.
  • A taxa Selic está em 14,5% e o mercado espera possível queda de 0,25 ponto na próxima reunião, com sinal de pausa provável.

O IBGE divulgou o IPCA de maio, com queda de números positivos para o governo. A inflação anual ficou em 4,72%, acima do teto de 4,5% e bem acima da meta de 3%. Em maio, a variação mensal foi de 0,58%.

A elevação de preços não foi apenas nos itens de consumo, mas também nos alimentos. O índice de alimentos em domicílio subiu pelo sexto mês seguido, com altas de 1,94% em março, 1,64% em abril e 1,65% em maio.

A picanha subiu 9,23% em 2026, enquanto a inflação de alimentos pressionou o bolso do consumidor perto das eleições. O dado reforça o peso de custos para famílias e governo, em meio a uma agenda econômica tensa.

Contexto sobre combustíveis e serviços

O aumento nos preços dos alimentos está ligado à guerra na região, que elevou combustíveis, frete e fertilizantes, segundo o IBGE. A desaceleração do câmbio também impacta a formação de preços ao consumidor.

Ainda segundo o IBGE, os combustíveis tiveram deflação de 1,95% em maio, com quedas na gasolina, no diesel e no etanol. O petróleo mundial recuou com a expectativa de fim do conflito.

A inflação de serviços segue em torno de 6% na variação de 12 meses, resultado do mercado de trabalho com oferta restrita e de estímulos ao consumo. O cenário dificulta a condução da política monetária.

A Selic, hoje em 14,5%, deve seguir como um fator-chave. O mercado aguarda possível queda de 0,25 ponto na próxima reunião, mas sinalizações de pausa também são cogitadas pela autoridade.

Para o governo Lula, o desafio é conter pressões sem distorções. A evolução dos preços depende do desfecho do conflito externo e de efeitos sobre a atividade econômica doméstica.

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