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Região brasileira mira transformar capital produtivo em referência de proteínas

Oeste do Paraná lança Ambição Regional 2040 para transformar vocação agroindustrial em liderança global de conhecimento e tecnologia em proteínas

Região oeste do Paraná quer conquistar status de maior exportadora de tecnologia e inovação ao mercado de proteínas. (Foto: Pixabay)
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  • Oeste do Paraná lançou a ambição regional 2040 para transformar a região em referência mundial de conhecimento e tecnologia em proteínas, com foco em aumento de produtividade, inovação, ESG e exportação para mais de 150 países.
  • O plano prevê três fases (2025–2028, 2029–2033 e 2034–2040) para estruturar bases, ampliar valor agregado e consolidar liderança global, incluindo criação de um DataLab e cooperações internacionais.
  • A região abriga mais de 2,5 mil indústrias, com 725 no setor de alimentos; o setor gera empregos diretos representando três em cada dez vagas formais, e, indiretamente, seis em cada dez.
  • A indústria de alimentos da região movimenta mais de R$ 70 bilhões por ano, parte de um total de aproximadamente R$ 160 bilhões no Paraná, impulsionada por cooperativismo e inovação na cadeia de proteínas.
  • Iniciativas de conectividade rural, como o Espaço Impulso e parcerias com Agromobility e Venko Networks, buscam levar internet a áreas remotas para apoiar agricultura de precisão, rastreabilidade e automação, com cerca de 10 mil vagas de trabalho abertas na região.

A região oeste do Paraná lançou o plano Ambição Regional 2040, que visa transformar a produção de proteínas em referência mundial de inovação. O objetivo é liderar conhecimento e tecnologia agregados aos alimentos em 14 anos, conectando cultivo, indústria e exportação para mais de 150 mercados.

O programa é liderado pelo Programa Oeste em Desenvolvimento (POD) e envolve redes de cooperação entre indústria, academia e poder público. A meta não é apenas aumentar a produção, mas incorporar ESG, com foco em sustentabilidade, sanidade animal e rastreabilidade.

Oeste em Desenvolvimento, articulando o esforço, apresenta a ambição de tornar o território um polo global de inovação em proteínas. O projeto ressalta que tecnologia e ciência devem cumprir papel central na elevação da produtividade de toda a cadeia.

Estrutura e cronograma

A estratégia divide-se em três fases: estruturação e consolidação (2025–2028), expansão e reconhecimento global (2029–2033) e liderança global consolidada (2034–2040). Cada etapa prevê laboratórios, cooperação internacional e atração de empresas âncoras de P&D.

Entre as ações está a criação de um DataLab e de uma Rede de Pesquisa em Proteínas, além de acordos com organismos internacionais. A ideia é conectar inovação à prática cotidiana do campo e da indústria.

Tecnologia, inovação e conectividade

Hoje, a região já concentra parques tecnológicos, aceleradoras e uma base acadêmica robusta, com universidades locais. O ecossistema incentiva startups a testar soluções em propriedades rurais e indústrias, acelerando a transformação digital do agronegócio.

A conectividade é apontada como direito essencial para a implementação de soluções de agricultura de precisão, rastreabilidade e automação. Projetos de redes 4G privadas e equipamentos portáteis já incluem testes em áreas remotas, ampliando a inclusão digital do campo.

O impulso tecnológico é sustentado por entidades regionais, cooperativas e empresas que promovem o crescimento conjunto. Hoje, oeste do Paraná figura como um dos principais polos de proteína, com destaque para produção avícola, suinocultura e leite, sustentado por uma cadeia cooperativa forte.

Governança e impactos

O movimento envolve governança multissetorial e financiamento compartilhado, com participação de instituições públicas e privadas. A ambição é alcançar soberania tecnológica, posicionando o Paraná no centro de debates globais sobre futuro da alimentação.

A proposta foi lançada no Show Rural 2026, em Cascavel, com líderes regionais comprometidos com a implementação gradual. A expectativa é consolidar um ecossistema integrado que reduza dependências externas e gere inovação aplicável a toda a cadeia.

Panorama regional e desafios

O Oeste do Paraná já responde por grande parte da produção de proteína do país, sendo destaque na avicultura, na suinocultura e na produção leiteira. A região observa, porém, desafios logísticos, especialmente em relação ao escoamento de produtos, que será abordado pela agenda tecnológica.

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