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Rodoviários rejeitam reajuste e entram em estado de greve no Rio

Rodoviários do Rio entram em estado de greve após rejeitar reajuste de 4,39% proposto pelo Rio Ônibus; greve vai até 29 de junho e exige melhorias

Rodoviários decretam estado de greve até o dia 29 de junho
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  • Rodoviários do Rio rejeitaram a contraproposta de reajuste de 4,39% apresentada pelo Rio Ônibus e decretaram estado de greve até 29 de junho.
  • O reajuste manteria motoristas de ônibus convencionais em R$ 3.420,16, elevando para R$ 3.570,31; motoristas de veículos articulados da categoria E passariam de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.
  • A assembleia ocorreu na sede do Sindicato dos Rodoviários e contou com cerca de 500 trabalhadores.
  • Entre as pautas estão: mudança da data-base para 1º de março, salários de R$ 5 mil para articulados, R$ 4 mil para demais motoristas, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada 5×2, manutenção do passe livre, indenização pelos 30 minutos de almoço, planos de saúde e odontológico, fim de contratos temporários e contratação pela CLT.
  • Caso não haja acordo, a categoria pode aprovar nova paralisação; trabalhadores relatam jornadas de até 14 horas e exposição à violência urbana.

Os rodoviários do Rio de Janeiro entraram em estado de greve após rejeitarem a contraproposta de reajuste salarial apresentada pelo Rio Ônibus. A decisão foi tomada nesta semana, em assembleia na sede do Sindicato dos Rodoviários, com participação de cerca de 500 trabalhadores.

A proposta patronal oferecia reajuste de 4,39%, alinhado ao IPCA acumulado até abril. Segundo cálculos do sindicato, o ajuste elevaria o salário de motoristas de ônibus convencionais de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, e de veículos articulados da categoria E de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.

A assembleia decidiu manter o estado de greve até o dia 29 deste mês, quando o Rio Ônibus deve apresentar nova proposta. Entre as reivindicações estão mudanças na data-base, salários mais altos, e melhoria de benefícios, incluindo planos de saúde e odontológico.

Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, as jornadas de trabalho chegam a 14 horas diárias em alguns casos, com exposição à violência urbana e casos de agressões. Os trabalhadores cobram ainda fim de contratos temporários e contratação pela CLT no sistema BRT.

Entre as propostas de dissídio, estão a data-base em 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, e manutenção do passe livre. A categoria também pleiteia indenização pelos 30 minutos do intervalo de almoço.

O sindicato afirma que não abrirá mão das pautas aprovadas e que a negociação visa reduzir impactos para a população que depende do transporte público. Se não houver acordo, há possibilidade de nova paralisação em breve.

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