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Biondi Santi: nova gestão reposiciona ícone do vinho italiano

Gestão profissionalizada desde 2018 ampliou a presença para mais de cinquenta e cinco países, elevou margens e cumpriu um plano de longo prazo em menos de dez anos

Giampiero Bertolini, CEO da Biondi Santi (Foto: Divulgação)
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  • Em 2016, a vinícola italiana Biondi Santi foi vendida ao grupo EPI, iniciando um processo de profissionalização.
  • Giampiero Bertolini assumiu a presidência em 2018 e conduziu a transformação mantendo o legado da marca.
  • O reposicionamento incluiu aumento de preços, melhoria de margens e expansão de distribuição de trinta para mais de cinquenta e cinco países, com um plano de dez anos cumprido adiantado.
  • A produção ficou estável em cerca de 100 mil garrafas por ano, mas o lucro cresceu por meio de margens elevadas, não de volume.
  • O Brasil figura entre os dez mercados mais importantes e pode subir para a sexta ou sétima posição com estratégia de comunicação e uso do Rosso di Montalcino como porta de entrada.

A Biondi Santi, ícone italiano do Brunello, passou por um turnaround sob nova gestão. Em 2016, a vinícola familiar foi vendida ao grupo EPI, gerando ceticismo sobre o futuro da marca. Dois anos depois, Giampiero Bertolini assumiu a presidência com a missão de profissionalizar a empresa.

Ao chegar, Bertolini descreveu um quadro financeiro fragilizado: crédito limitado, balanço ruim e dificuldade de alugar veículos para funcionários. O foco inicial foi entender o solo, a adega e as pessoas, sem pressa de mudanças abruptas.

O reposicionamento passou por ajustes na produção, seleção de uvas e renovação da adega, mantendo a equipe técnica. Em paralelo, a parte comercial recebeu atenção especial, com maior presença de comunicação e visitas de jornalistas e influenciadores.

O plano estratégico, elaborado para dez anos, mostrou resultados. A distribuição saiu de 30 para mais de 55 países e o faturamento tornou-se competitivo, com margens fortalecidas. Os três vinhos principais ganharam precificação mais robusta.

O Brasil ganhou destaque no planejamento. O país figura entre os dez maiores mercados da marca, com forte reconhecimento, especialmente entre consumidores locais. Bertolini aponta potencial de crescimento via importadores e distribuição consistentes.

Apesar do avanço, o executivo ressalta que não houve revolução, e sim evolução gradual. Mantém a equipe que conhecia a adega e os vinhedos, adotando uma visão de longo prazo para o retorno financeiro.

A estratégia também passou pela comunicação: eventos no Brasil, como encontros com jornalistas, ajudaram a reintroduzir a marca no mercado. Um podcast dedicado às safras busca ampliar o alcance entre novos consumidores.

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