- Em Londres, um café gelado custa 4,50 libras, latte de 300 ml 4,10 libras e flat white de 300 ml 3,90 libras, refletindo café de alta qualidade e máquina cara.
- O empresário Anthony Duckworth diz que há pressão para manter o flat white abaixo de 4 libras, mas a cadeia de suprimentos está ficando mais cara e o “gap” psicológico em torno dessa marca é cada vez maior.
- Preços do arábica e do robusta subiram nos últimos anos devido a secas no Vietnã, geadas no Brasil e outros eventos climáticos, com Lavazza apontando que a tendência de altas deve durar alguns anos.
- Guerra de tarifas impactou o mercado: tarifas dos EUA atingiram Vietnã, Indonésia e Brasil, levando a mudanças nas exportações e aumentos de preços no varejo; Europa ganhou relevância como destino de grãos brasileiros.
- Mesmo com preços maiores, a demanda continua resiliente, com cafés tornando-se mais “premium” e caminhos como cold brew e marcas que vendem experiência, enquanto algumas redes experimentam reduzir custos via automação.
O preço de um café gelado de 4,50 libras (aprox. R$ 30) em Londres simboliza uma turbulência que atravessa a economia global. Em Kew Bridge, frente ao carrinho Dear Coco, a alta atende a fatores de custo, clima e mudanças no comportamento do consumidor.
Especialistas apontam inflação de commodities, pressões logísticas e tarifas como pilares da escalada. Os preços refletem a cadeia de suprimentos, que envolve desde grãos arábica até embalagens e frete, em um cenário de custos mais altos para produtores e varejistas.
O carrinho, que opera com licença de comércio ambulante, encara o desafio de manter o flat white próximo de 4 libras. Anthony Duckworth afirma que o limite psicológico é crucial, ainda que cada elo da cadeia tenha se tornar mais onerosos.
Oscilações no setor
A dinâmica global do café envolve arábica e robusta, com safras afetadas por clima. Evoca-se a seca no Vietnã e geadas no Brasil como fatores que elevam preços, enquanto a demanda permanece resiliente entre consumidores.
As tarifas anunciadas na alta da última edição da política comercial impactaram as exportações. O Brasil viu diminuição de vendas aos EUA, enquanto a Europa abriu espaço crescente para grãos brasileiros em 2025. A volatilidade persiste.
Mercados na prática mostram que, mesmo com preços elevados, há demanda estável por café premium. Investimentos em formatos como cold brew e marcas que enfatizam experiência configuram o enfrentamento da inflação com diferenciação de produto.
No frontier do setor, redes como Blank Street e Luckin Coffee aceleram a premiumização, oferecendo serviços personalizados e formatos de loja que privilegiam entrega rápida. O público jovem busca novidades e conveniência aliadas a qualidade.
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