- O Ibovespa acumula cerca de 6% de alta em 2026, mas a maior parte desse desempenho fica com Petrobras e Vale (responsáveis por 93% da alta).
- Rafael Ragazzi, da Nord Investimentos, aponta que quem tem ativos fora dessas duas ações não tem visto valorização expressiva.
- Entre as oportunidades de longo prazo, ele destaca o Inter (banco), que caiu cerca de 15% após o último balanço, segundo avaliação de exagero do mercado sobre a inadimplência.
- Ragazzi afirma que parte da queda foi causada por fatores sazonais e pela expansão da carteira de consignado privado, sem sinais de deterioração da qualidade do crédito.
- No setor imobiliário, a Nord aposta na MRV, que foca no programa Minha Casa Minha Vida e avança com desinvestimento nos Estados Unidos, avaliando que o mercado precificou mal o potencial de recuperação.
O Ibovespa acumula alta de cerca de 6% em 2026, mas esse avanço está concentrado em poucas ações, principalmente Petrobras e Vale. A leitura é de que o ganho não reflete desempenho amplo da Bolsa, segundo Rafael Ragazzi, da Nord Investimentos.
Ragazzi afirmou que quem investe nas duas ações acompanha o índice, enquanto quem está exposto ao restante do mercado não tem visto resultados expressivos. A leitura é que há um viés de concentração no índice brasileiro.
Os analistas destacam que setores como construção e bancos enfrentam pressão no curto prazo, com custos da construção e inflação pesando sobre o setor, e temores de maior inadimplência entre bancos.
Oportunidades de longo prazo
Entre os bancos, o Inter aparece como destaque, após queda de cerca de 15% com o último balanço. O analista vê exagero do mercado na reação à inadimplência e aponta oportunidade para quem tem visão de longo prazo.
No setor imobiliário, a MRV é citada como aposta pela Nord, com foco no programa Minha Casa Minha Vida e desinvestimento nos EUA. O objetivo é capturar a recuperação de resultados nos próximos anos.
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