- OpenAI ampliou os testes de anúncios no ChatGPT para Brasil, México, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul, ampliando a base de usuários que ultrapassa 1 bilhão mensais em maio de 2026.
- Os anúncios serão exibidos apenas para adultos nos planos Free e Go, como conteúdo patrocinado, sem impactar as respostas do chatbot e sem compartilhar dados de conversas com anunciantes.
- A mensagem chega em um momento em que o ChatGPT ganha espaço como canal de mídia, competindo com Google, Meta e TikTok pela verba publicitária.
- Estima-se que os gastos com publicidade em buscas baseadas em IA nos Estados Unidos quase quintuplicarão até 2029, segundo projeções citadas pela Reuters.
- No Brasil, especialistas dizem que entrar cedo pode reduzir custos de aquisição e concorrência, e reforçam a necessidade de estratégias de GEO (otimização para mecanismos generativos) para manter a visibilidade.
A OpenAI ampliou os anúncios no ChatGPT, levando o piloto de publicidade para novos mercados. A medida chega enquanto a plataforma supera 1 bilhão de usuários mensais em maio de 2026. O objetivo é competir com Google, Meta e TikTok pela verba de mídia digital.
A novidade foi anunciada em 7 de maio de 2026. Brasil, México, Reino Unido, Japão e Coreia do Sul passam a receber anúncios exibidos em ambiente de conversação. As cores da campanha seguem princípios de privacidade, independência das respostas e controle do usuário sobre as informações veiculadas.
Os anúncios aparecem apenas para usuários adultos dos planos Free e Go, identificados como patrocinados. Assinantes do plano pago ficam livres de publicidade, segundo a OpenAI, que garante não influenciar as respostas nem compartilhar conversas com anunciantes.
Expansão internacional
O movimento ocorre em meio ao crescimento acelerado da plataforma, que atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais. Esse alcance amplia o espaço de mídia disponível para anunciantes, aumentando o interesse de marcas em IA para estratégias de mídia.
Segundo dados de mercado, o gasto em IA para buscas deve subir nos EUA de pouco mais de US$ 1 bilhão em 2025 para quase US$ 26 bilhões em 2029. A projeção aponta para uma presença cada vez maior de IA nas decisões de compra.
Impacto estratégico
Especialistas destacam a necessidade de adaptar estratégias de visibilidade. Pesquisas indicam que 37% dos consumidores já começam a buscar por IA antes do Google, abrindo espaço para o que chamam de GEO, a otimização para respostas geradas por IA.
Para empresas brasileiras, a entrada de anúncios em IA oferece menos concorrência e custos de aquisição menores inicialmente, segundo Fernando Ferreira, CEO da DIVIA. O cenário exige alinhamento entre conteúdo, SEO e relações públicas digitais.
Perspectivas de mercado
Analistas estimam que marcas deverão distribuir investimentos entre Google, redes sociais e IA. O objetivo é cobrir toda a jornada do consumidor e não depender de um único canal, frente ao deslocamento da atenção para interfaces conversacionais.
Pesquisas da McKinsey sugerem reconfigurar estratégias de conteúdo e SEO para incluir otimização para mecanismos generativos. O ambiente de IA passa a ser parte relevante das escolhas de mídia, não apenas uma tendência pontual.
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