- A Confederação Nacional da Indústria aponta cinco produtos da área como potenciais alvo de aumento de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil, caso haja escalada protecionista.
- As tarifas podem subir de 10% para até 37,5% sobre exportações desses itens, conforme projeção da CNI.
- O ferro-gusa não ligado é o item com maior risco financeiro, por sustentar boa parte da produção de aço e de ferro fundido. Em 2024, o país exportou US$ 1,5 bilhão desse produto para os EUA, impactando principalmente Minas Gerais.
- Além do ferro-gusa, estão no radar açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira padrão de pinho.
- A projeção sugere que um terço das exportações brasileiras pode ser afetado por tarifas mais altas; as negociações seguem até 15 de julho.
A CNI listou cinco produtos da indústria que podem sofrer alterações tarifárias caso os EUA decidam elevar tarifas sobre o Brasil. A projeção aponta aumentos de 10% a 37,5% nas cobranças de exportação. O ferro-gusa não ligado aparece como o item com maior risco financeiro, dado o peso da produção brasileira.
Entre os itens de risco está o ferro-gusa não ligado, fundamental para a indústria de aço e para a produção de ferro fundido. Em 2024, esse insumo respondeu por US$ 1,5 bilhão das exportações brasileiras aos Estados Unidos. A mudança pode impactar especialmente Minas Gerais.
A lista envolve ainda açúcar de cana em forma sólida, sebo não comestível, álcool etílico não desnaturado e molduras de madeira padrão de pinho. Todos são vistos como matérias-primas para o setor industrial brasileiro.
Segundo a CNI, até um terço das exportações brasileiras poderia sofrer reajuste de tarifas se as negociações com os EUA não avançarem. As tratativas estão previstas para ocorrer até 15 de julho.
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