- XP prevê Selic a 14,25% com corte de 0,25 ponto, na próxima reunião do Copom.
- Mesmo com recuo do petróleo, comunicação deve ser hawkish e indicar pausa no ciclo de cortes.
- Inflação deve se distanciar da meta; IPCA no quarto trimestre de 2027 projetado em 3,6%.
- Câmbio pressionado, real próximo de R$ 5,10, e núcleos do IPCA em torno de 5,5%.
- Cenário-base: mais duas quedas de 0,25 p.p. até o fim do ano, podendo interromper o ciclo em 14,25%; Selic deve chegar a 11,50% em 2027.
O Copom se reúne nesta terça e quarta-feira para definir a Selic, com expectativa de queda de 0,25 ponto, levando a taxa a 14,25%. O tom deve ser hawkish, sinalizando pausa no ciclo de cortes mesmo com o fim da guerra no Oriente Médio.
Segundo a XP, as projeções de inflação devem se distanciar da meta, com o IPCA (2027Q4) subindo de 3,5% para 3,6%. A casa aponta que o nível atual de juros ainda justifica cortes, diante da queda recente dos preços do petróleo.
A cautela do BC decorre da inflação e da câmbio, que aceleram as pressões de preços. O real perdeu fôlego, e a cotação de referência chegou a cerca de R$ 5,10, enquanto núcleos do IPCA giram perto de 5,5%, acima da meta de 3%.
Cenário interno e comunicação
A XP destaca que a comunicação do Copom deve evitar sinalizar o fim do ciclo de flexibilização, mantendo espaço para novos cortes caso haja evolução favorável. A instituição também aponta possibilidade de pausa após a primeira redução da semana.
Perspectivas e cenário externo
A corretora projeta mais duas reduções de 0,25 p.p. até o fim do ano, chegando a 14% na prática. No entanto, pode haver interrupção do ciclo, com cortes limitados a 14,25% neste ano e defasagem de melhorias para 2027.
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