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Curitiba registra alta de moradores sozinhos e impulso de imóveis compactos

Vida solo ganha força em Curitiba, impulsionando lançamentos de estúdios e apartamentos compactos e reconfigurando o mercado imobiliário

O crescimento dos moradores sozinhos impulsiona a construção de apartamentos compactos e redefine o mercado imobiliário de Curitiba. (Foto: Gilson Abreu/Governo do Paraná)
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  • Dados do Censo 2022: cerca de 25% dos domicílios de Curitiba são ocupados por apenas uma pessoa.
  • Em comparação, o Paraná tem 21,5% e o Brasil, 22,6%.
  • No primeiro trimestre de 2026, quase 70% dos lançamentos verticais em Curitiba foram estúdios e compactos.
  • Fatores apontados: jovens que saem do interior, adiamento de casamento e autonomia de idosos.
  • O mercado acompanha: Curitiba lidera lançamentos de imóveis compactos e eles correspondem a cerca de 38% do estoque, com alta de vendas em 210% entre 2015 e 2024.

Morar sozinho deixa de ser exceção em Curitiba. Dados do Censo Demográfico 2022 do IBGE apontam que 25% dos domicílios na capital têm apenas um morador. Esse índice supera o Paraná (21,5%) e o Brasil (22,6%).

A tendência também aparece no mercado imobiliário. Um levantamento da Ademi-PR, elaborado pela Brain Inteligência Estratégica, aponta que quase 70% dos lançamentos verticais em Curitiba no 1º trimestre de 2026 foram estúdios ou apartamentos compactos.

A mudança reflete um conjunto de fatores: jovens deixam o interior em busca de oportunidades, casamentos são adiados, idosos enfatizam independência e a autonomia passa a ter mais valor. O cenário sugere uma nova configuração familiar na cidade.

Independência impulsiona jovens a morar sozinhos

Aos 23 anos, Ana Luiza Mayumi deixou o interior para estudar e buscar trabalho em Curitiba. Morar sozinha foi parte do plano, com desafio inicial de organização financeira. Ela cita independência como principal benefício, aliada a maior maturidade.

Guilherme Marcelino Luiz, 27, mora sozinho desde os 19 anos. Para ele, a experiência fortalece o crescimento pessoal e prepara para futuras relações domésticas mais estáveis.

Especialistas distinguem vida solo de solidão

Segundo Wallisten Passos Garcia, professor de Psicologia da PUCPR, morar sozinho é uma condição objetiva, enquanto a solidão é subjetiva. É possível conviver ativamente com a rede social mesmo morando sem companhia constante.

A aposentada Vânia Lucia, 72, mantém rotina intensa com hidroginástica, cursos e meditação, destacando que atividades ajudam a manter a autonomia e ampliar vínculos.

Mercado acompanha o novo perfil

Com a queda de demanda por imóveis maiores, incorporadoras têm direcionado esforços a unidades menores. Gabriel Falavina, da Altma Incorporadora e da Ademi-PR, afirma que o mercado acompanha as mudanças demográficas, priorizando localidade, praticidade e serviços agregados.

Segundo a Ademi-PR, as veículos compactos correspondem a cerca de 38% do estoque disponível na capital. Em 2015-2024, as vendas de imóveis compactos cresceram cerca de 210%.

Falavina ressalta que Curitiba vive um dos ciclos de compactação imobiliária mais intensos do país, com a cidade liderando os lançamentos de imóveis compactos nos últimos anos.

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