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Dólar cai para R$5,05 com juros e acordo EUA-Irã no radar

Dólar abre em baixa a R$ 5,05 com acordo EUA-Irã sobre Hormuz; petróleo recua e bolsas sobem, juros ficam no foco do Copom e do Fed

Mercados reagem à queda do preço do petróleo após acordo entre EUA e Irã, na semana em que Banco Central do Brasil e Fed definem taxas de juros nos dois países
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  • Dólar abriu em baixa, cotado a R$ 5,046, queda de 0,33% em relação ao fechamento anterior.
  • Acordo entre Estados Unidos e Irã prevê reabertura do Estreito de Hormuz, reduzindo incertezas, mas tensões no Líbano permanecem.
  • O petróleo Brent para agosto recuou 4,7% e está em US$ 83,23 o barril às 9h; preço ainda está 15% mais alto desde o dia 28 de fevereiro.
  • Bolsas internacionais sobem com o acordo, indicando fluxo de mercados; na prática, projeções para Petrobras são impactadas pela queda do petróleo.
  • No Brasil, operadores acompanham a possibilidade de terceiro corte da Selic para 14,25% e a decisão do Copom; nos EUA, o Fed, sob Kevin Warsh, encara uma diretoria dividida sobre cortes adicionais.

O dólar abriu em baixa na sessão desta segunda-feira, cotado a R$ 5,046, queda de 0,33% em relação ao fechamento de sexta-feira. Os negócios ocorreram em meio a expectativas sobre o acordo entre EUA e Irã e à recuperação dos fluxos de petróleo no mercado.

O acordo entre Estados Unidos e Irã gerou alívio nas incertezas globais, com a reabertura do Estreito de Hormuz, rota-chave para o petróleo. A medida ocorre em meio a tensões regionais recentes envolvendo Israel e o Líbano, que ainda mantêm o radar de investidores.

O petróleo Brent para entrega em agosto recuou 4,7% às 9h, para US$ 83,23 o barril, o menor nível desde 2 de março. A queda acompanha a expectativa de normalização dos fornecimentos após o acordo.

Mesmo com a queda de hoje, o Brent acumula alta de 15% desde o início da guerra deflagrada em 28 de fevereiro. O mercado projeta continuidade de preços acima do pré-conflito devido a estoques restritos e a produção gradual no Golfo Pérsico.

Analistas destacam que a normalização logística global pode ocorrer já na próxima semana, mas com limites técnicos para ampliar a produção. A Opep enfrenta entraves para ampliar a oferta de forma acelerada.

As bolsas internacionais reagiram de forma positiva ao acordo. Na Ásia, Nikkei avançou quase 5%, Kospi subiu mais de 5% e Taiex ganhou 2,8%. Na Europa, índices de Londres, Frankfurt e Madrid também operaram em alta.

Nesta semana, o foco se volta para decisões de juros. Banco Central do Brasil e o Fed devem anunciar seus ajustes na taxa básica de juros. A perspectiva de menor pressão inflacionária com a queda do petróleo sustenta o interesse dos investidores.

No Brasil, a expectativa é de um terceiro corte seguido da Selic, com a queda projetada de 14,50% para 14,25%. Parte do mercado já sinaliza que esse pode ser o último recuo da taxa, caso haja nova redução.

As projeções do Boletim Focus apontam revisão para cima das perspectivas de inflação. O IPCA deste ano passou de 5,11% para 5,30%, e a Selic projetada para o fim de dezembro subiu de 13,50% para 13,75%.

O cenário externo de alívio pode favorecer a bolsa brasileira, com maior fluxo de capitais estrangeiros. Contudo, a cotação do petróleo segue influenciando a Petrobras e, por reflexo, o Ibovespa.

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