- O etanol de milho em aviões e navios pode aumentar a demanda por combustível brasileiro, conforme painel no Agro 360º promovido pelo Brazil Journal.
- Executivos afirmam que o boom do etanol de milho ainda tem espaço, mesmo com pressão sobre margens.
- A demanda cresce tanto no Brasil quanto no exterior, com foco em misturas maiores de etanol na gasolina, uso no transporte marítimo e no combustível sustentável de aviação (SAF).
- Perspectivas de expansão passam pela elevação de misturas, com o Brasil tendo vantagem por duas safras na mesma área, segundo especialistas.
- Principais desafios: ampliar infraestrutura logística e garantir biomassa de florestas plantadas para sustentar novas usinas, além de reduzir margens para alguns projetos em construção.
O painel Agro 360º, promovido pelo Brazil Journal em parceria com The Agribiz, reuniu executivos para debater o futuro do etanol de milho no Brasil. O debate mostrou que a demanda por biocombustíveis deve seguir em alta, tanto no país quanto no exterior.
Entre os participantes, Rafael Abud, CEO da FS Fueling Sustainability, destacou a possibilidade de um ciclo de investimentos caso haja aumento das misturas de etanol. João Marcelo Dumoncel, CEO da 3tentos, ressaltou a vantagem brasileira pela capacidade de duas safras em uma mesma área, ampliando a oferta de milho. Tomás Cardoso, diretor de supply & trading da Vibra, apontou espaço de crescimento do consumo no Norte e Nordeste.
A discussão também apontou dois grandes entraves: infraestrutura logística para distribuição e a necessidade de biomassa de florestas plantadas para sustentar novas usinas. Com margens menores para produtores de grãos, alguns projetos em construção passam a enfrentar incertezas sobre viabilidade.
Desafios e oportunidades para o SAF
- A percepção de mercado indica que mercados da Ásia, América Latina e Europa estudam elevar misturas obrigatórias, o que pode sustentar investimentos no segmento.
- A demanda por etanol de milho no transporte marítimo e em aviação de baixo carbono ganha espaço, segundo os participantes.
- A reunião reforçou a importância de ampliar a oferta de milho e de reforçar a logística, para suportar o crescimento do setor.
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