- Futuros de grãos e óleos vegetais caíram após EUA e Irã anunciarem acordo provisório para reabrir o Estreito de Ormuz, rota-chave para fertilizantes e combustíveis.
- O acordo visa facilitar o acesso a insumos agrícolas e pode ajudar a conter a inflação de alimentos provocada pela guerra no Oriente Médio; as partes devem assinar formalmente em 19 de junho, na Suíça.
- Ainda há dúvidas sobre questões ainda não resolvidas, apesar da expectativa de normalizar o tráfego pelo estreito.
- No pregão, os contratos de trigo, milho e óleo de soja caíram mais de 1% em Chicago, enquanto o óleo de palma recuou até 0,8% em Kuala Lumpur; o açúcar branco em Londres também recuou.
- Analistas destacam que menor custo de energia pode reduzir a atratividade do biodiesel, e a reabertura de Ormuz poderia aliviar pressões inflacionárias e sustentar a demanda por commodities agrícolas.
Os contratos futuros de trigo, milho, óleo de soja e óleo de palma recuaram após anúncio de um acordo provisório entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, rota-chave para o comércio de fertilizantes e combustíveis. A notícia elevou expectativas de menor pressão inflacionária sobre alimentos.
Segundo informações, as autoridades dos dois países devem se reunir na Suíça em 19 de junho para assinatura formal do acordo. O acordo ainda pode deixar questões em aberto, mas a reabertura indicaria normalização do tráfego marítimo na região.
O estreito, estratégico para o fornecimento global de insumos agrícolas, teve o fechamento ampliando custos de fertilizantes e elevando preços de grãos e oleaginosas durante o conflito no Oriente Médio. A ONU advertiu sobre risco de crise global de alimentos.
Mercados reagiram com quedas nos preços: trigo, milho e óleo de soja recuaram mais de 1% em Chicago, enquanto o óleo de palma caiu até 0,8% em Kuala Lumpur. O açúcar branco em Londres também apresentou queda.
Analistas destacam que menor custo de energia pode reduzir a produção de biodiesel e pressionar oferta de açúcar. Por outro lado, parte do prêmio da guerra já havia recuado com estoques globais mais robustos.
Especialistas apontam que a normalização do tráfego em Ormuz poderia aliviar a inflação de alimentos e sustentar a recuperação da demanda por commodities. Contudo, há atenções quanto a eventuais impactos climáticos em 2026, como El Niño.
Otimistas veem melhora gradual na disponibilidade de insumos e menor volatilidade de preços, ainda que o cenário permaneça sensível a tensões regionais e a políticas de biocombustíveis de grandes produtores. A notícia é ressaltada por analistas de mercados globais.
Fonte:Bloomberg, com colaboração de Megan Durisin e Pratik Parija.
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