- Microsoft enfrenta crise de componentes que eleva custos de armazenamento e pode impactar a disponibilidade do Xbox do projeto Helix.
- Em carta aberta, a CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, afirma que os custos dos componentes de armazenamento já dobraram desde que ela assumiu em fevereiro e devem subir ainda mais para a temporada de festas de 2027, chegando a mais de cinco vezes os preços de dois anos atrás.
- O problema é chamado de “RAMmageddon”, causado pela escassez de memória devido à demanda de centros de dados de IA, afetando também PlayStation 6 e Xbox, com rumores de atraso para 2029.
- Sharma diz que a Microsoft não consegue fabricar tantos consoles quanto o público quer e que é preciso um novo modelo de negócio e parcerias para o hardware.
- A carta mostra que a empresa investiu mais de US$ 20 bilhões em conteúdo, plataforma e subsídio de hardware nos últimos cinco anos, enquanto a receita anual caiu quase US$ 0,5 bilhão, sinalizando possível reestruturação.
A Microsoft reconheceu uma crise de componentes que pode dificultar o preço e a disponibilidade do próximo Xbox, conhecido pelo codinome Project Helix. Em carta aberta publicada na terça-feira, 10, a CEO da divisão Xbox, Asha Sharma, informou que os custos de armazenamento para consoles já subiram substancialmente desde que assumiu o cargo, em fevereiro, e devem aumentar ainda mais.
Segundo Sharma, os preços dos componentes de armazenamento já estavam acima do dobro antes de sua chegada, cresceram novamente e devem alcançar mais de cinco vezes os valores de dois anos atrás para a temporada de festas de 2027. A situação é apelidada pelos setores de RAMmageddon, pela escassez de memória necessária em dispositivos de alto desempenho.
O texto reforça que a Microsoft foi impactada de forma mais intensa do que muitos concorrentes por decisões adotadas nos últimos cinco anos. A empresa não consegue fabricar consoles na quantidade demandada pelo público e sinaliza necessidade de um novo modelo de negócio e de parcerias para o hardware.
A carta também detalha o desempenho financeiro da divisão: mais de US$ 20 bilhões investidos nos últimos cinco anos em conteúdo, plataforma e subsídio de hardware, enquanto a receita anual caiu quase US$ 0,5 bilhão no mesmo período. Sharma aponta que esse cenário não é sustentável e sugere uma reestruturação.
A mudança de tom na liderança da Xbox é relevante. Enquanto a ex-CEO Sarah Bond projetava um console topo de linha, com custos elevados, Sharma defende tornar o Project Helix mais acessível, ainda que reconheça a dificuldade em manter esse objetivo diante da crise de componentes.
Em entrevista à Fortune, Sharma afirmou que o próximo Xbox pode não ser o console mais potente, afirmando que é difícil imaginar o público gasto em milhares de dólares por um console. A declaração reforça a estratégia de equilíbrio entre custo e desempenho em meio aos problemas de fornecimento.
A situação coloca a Microsoft diante de uma encruzilhada estratégica: manter a competitividade do hardware de próxima geração sem tornar o preço proibitivo. A empresa diz buscar novos parceiros e um modelo de negócio diferente para viabilizar o Project Helix, com foco na acessibilidade para o público geral.
O mercado de consoles acompanha o desenrolar, especialmente diante de desafios semelhantes enfrentados pela Sony com o PlayStation 6. Enquanto a Microsoft avalia ajustes, a janela de lançamento do Project Helix permanece em aberto, com o comprometimento de manter o lançamento, dentro das possibilidades técnicas e comerciais.
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