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Parte fiscal influencia inflação e juros, mas não explica juros altos diz Durigan

Durigan afirma que o custo fiscal importa para inflação e juros, mas não é a causa; defende reduzir despesas obrigatórias e atrair investimento privado para ganho de produtividade

Durigan diz que o Brasil precisa de um ganho de produtividade para atrair investimento privado na economia real
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que há uma cultura de rentismo no Brasil que exige uma taxa de juros mais alta, mas que o fiscal é apenas um dos fatores dos juros altos.
  • Durigan diz que a falta de poupança e a volatilidade do mercado de câmbio também contribuem para a alta dos juros, além do papel do gasto público.
  • O governo defende ir além da redistribuição de renda, buscando atrair investimento privado e aumentar a produtividade, com controle das despesas obrigatórias.
  • Para abrir espaço a investimentos, é necessário conter o crescimento das despesas obrigatórias e manter alguma despesa discricionária no Orçamento, além de buscar uma “taxa de juros civilizada”.
  • O ministro afirma que o arcabouço fiscal será discutido para equilibrar justiça social e responsabilidade fiscal, e que o Orçamento de 2027 não terá armadilhas, com foco em maior legitimidade fiscal.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que há uma cultura de rentismo no Brasil que sustenta uma taxa de juros mais alta. Ele disse que o fiscal é um fator entre muitos na pressão sobre juros, não sendo a única causa. A declaração foi dada em entrevista à Warren Investimentos, gravada na sexta-feira, 12, e divulgada nesta segunda-feira, 15, em Brasília.

Durigan destacou que a inflação e os juros são influenciados por elementos além da política fiscal, como a falta de poupança pública ou privada e a volatilidade do mercado de câmbio. Ele reconheceu o papel do gasto público, mas enfatizou a necessidade de melhoria do ambiente fiscal para reduzir a dependência de medidas paliativas.

O ministro afirmou que o Brasil precisa investir para ampliar a produtividade e atrair capital privado, indo além da redistribuição de renda. Segundo ele, manter espaço para despesas discricionárias e conter o crescimento das obrigatórias é essencial para ampliar investimentos na economia real.

Durigan ressaltou que, para atrair investimentos, é preciso uma taxa de juros mais civilizada. Ele afirmou que, com a atual Selic, o país perde atratividade. O ministro mencionou que o Brasil tem sido visto como porto seguro e com potencial em energia limpa, desde que haja equilíbrio entre gastos e investimento público.

Arcabouço fiscal e metas sociais

O ministro mencionou que o governo avaliará parâmetros do arcabouço fiscal para equilibrar justiça social e responsabilidade fiscal. Segundo ele, é necessário assegurar serviços públicos compatíveis com a demanda, sem comprometer a estabilidade das contas públicas.

Durigan informou que o governo vai apresentar o Orçamento de 2027 em 31 de agosto, com base na LDO, sem armadilhas ocultas. Ele disse que o objetivo é mostrar melhoras na trajetória fiscal e na qualidade das contas públicas.

Sobre a reforma tributária, o ministro afirmou que o custo-benefício fiscal será exposto pela alíquota do IVA. Pautas sensíveis, como uma PEC dos Templos, poderiam elevar o IVA em até 1 ponto porcentual se aprovadas definitivamente.

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