- O preço do Brent caiu abaixo de US$ 84 por barril no início da semana, com queda de cerca de quatro por cento, ante expectativas de reabertura do estreito de Hormuz.
- O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã é visto como potencialmente positivo, mas os detalhes são incertos, incluindo prazos de reabertura, supervisão e condições; autoridades iranianas indicaram um período de negociação de sessenta dias.
- O acordo pode amenizar a crise de fornecimento de petróleo, que chegou a bloquear cerca de 20 milhões de barris por dia, com desvio de produção via oleodutos e, possivelmente, navios-tanques escondidos.
- A Agência Internacional de Energia manteve o fornecimento de emergência em cerca de 2,5 milhões de barris por dia, para estabilizar o mercado.
- Analistas alertam que as negociações são complexas e que, mesmo com a reabertura, a recuperação plena pode demorar até o próximo ano, com impactos na demanda e nos estoques globais.
Global price signals indicam queda acentuada no petróleo após sinais de acordo entre EUA e Irã, que poderiam encerrar a maior crise de oferta desde o início da guerra na região. O Brent caiu abaixo de 84 dólares por barril no começo da semana, com otimismo sobre a reabertura do estreito de Hormuz.
Segundo relatos, o acordo envolve uma janela de negociação de 60 dias para tratar temas amplos, como programa nuclear do Irã e alívio de sanções. Há informações ainda não confirmadas sobre o momento da reabertura da rota marítima, quem supervisionará a passagem e eventuais condições.
O começo da semana trouxe queda de quase 4% nas negociações de segunda-feira, ampliando as perdas já registradas na sexta feira. Os preços estão nos menores níveis desde março, dias após o início do conflito na região.
Detalhes do acordo e contexto
O anúncio de que o acordo estaria “completo” foi feito pelo presidente dos EUA, que também afirmou ações militares secretas para facilitar o fluxo de petróleo via Hormuz. Autoridades iranianas indicaram uma fase de negociações de 60 dias para finalizar o acordo.
A crise interrompeu o fluxo de petróleo pelo estreito no início de março, removendo cerca de 20 milhões de barris por dia do mercado, equivalente a um quinto da oferta global. Produtores do Golfo deslocaram cerca de 5 milhões de barris diários por oleodutos a hubs regionais.
Além disso, relatos apontam que, nas últimas semanas, até 2 milhões de barris diários podem ter chegado ao mercado por meio de navios-tanque que operam de forma discreta na região, com apoio de forças americanas.
Impactos e perspectivas de curto prazo
Em resposta, autoridades de emergência reduziram a demanda global por petróleo, com a China reduzindo importações em torno de 4 milhões de barris diários. Estimativas apontam queda global de 3 a 4 milhões de barris por dia em demanda.
Analistas destacam que a reabertura poderia permitir reabastecimento de estoques estratégicos, mas as negociações permanecem complexas, especialmente em questões nucleares. A previsão de recuperação total depende do andamento dos entendimentos.
O cenário aponta que, mesmo com a reabertura, o impacto da crise pode se estender até o início do próximo ano. Consultorias estimam perdas acumuladas de até quase 2 bilhões de barris até o fim do ano, mesmo sob cenário moderadamente favorável.
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