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Degustação de champanhe centenário esquecido no porão do chef francês mais famoso

Vertical de cem anos de Ruinart revela 1926 vivo após décadas guardado, reforçando o legado de Bocuse e do enólogo Frederic Panaïotis, falecido em 2025

bottle of 1926 Ruinart with glasses
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  • Descobriram 18 garrafas de Ruinart 1926 esquecidas no porão do restaurante do chef Paul Bocuse, compradas para celebrar o seu nascimento.
  • A descoberta ocorreu após a morte de Bocuse, em 2018; Fréderic Panaïotis, que liderava a cave, faleceu em 2025.
  • A degustação vertical reuniu oito vinhos, do jovem 2016 até o antigo 1926, com disgorgement feito na hora da prova para preservar o frescor.
  • O 1956, servido recém disgorgado, impressionou pela juventude, surpreendendo tasters experientes.
  • A história mostra a longevidade e a qualidade dos champanhes Ruinart, em meio a um contexto de redução de estoque após a Segunda Guerra Mundial.

A casa Ruinart realizou uma degustação vertical inusitada de oito vinhos que percorrem um século, provando a longevidade de seus champanhes. A experiência reuniu a correspondente de vinhos e profissionais da maison, em Paris, com dataholding recente.

Os prolongados armazéns guardaram 18 garrafas de Ruinart 1926, compradas para celebrar o nascimento de Paul Bocuse, chef francês lendário. Quatro décadas depois, as garrafas foram redescobertas no porão do restaurante do chef. A redescoberta ocorreu apenas após a morte de Bocuse, em 2018.

Frédéric Panaïotis, ex-Chef de Cave da Ruinart, tinha a intenção de abrir algumas garrafas com amigos da maison. Panaïotis faleceu de forma súbita em 2025, acrescentando emoção ao episódio histórico. A ideia original não chegou a se realizar na época.

A revelação dos dourados

Caroline Fiot, atual Chef de Cave, descreveu as primeiras impressões de duas garrafas abertas pela primeira vez fora da casa. Segundo ela, os tintos apresentaram frutos maduros, damasco e notas cítricas intensas, mesmo após décadas de guarda.

A degustação mostrou que, para algumas garrafas, manter a bebida em lees até o momento do serviço foi decisivo. Entre os resultados, a edição de 1956 surpreendeu pela juventude aparente, mesmo após longos anos de envelhecimento.

Para as demais garrafas, o método de disgorgement foi preferido no dia da degustação, reforçando a ideia de que a frescura pode alterar o caráter de rótulos mais velhos. A experiência centenária ressaltou o contraste entre vinhos pouco divulgados e o repertório atual da casa.

O retrato das safras

Entre os rótulos, o 1926 ficou entre os destaques ao lado de 1956 e 1976. Outras safras, como 1966, 1986 e 1996, foram avaliadas com cuidado, algumas mostrando oxidação ou degradação em estágios de envelhecimento. Os responsáveis ressaltaram que o conjunto evidenciou o valor da missão histórica da Ruinart.

A equipe destacou que o portfólio atual é preenchido por rótulos de prestígio que não existiam quando as garrafas da coleção foram produzidas, como Dom Ruinart e Blanc de Blancs. O acesso a esses vinhos antigos reforça a visão de preservação e pesquisa da maison.

O legado de uma década histórica

A degustação percorreu vinhos da linha R de Ruinart, desde anos recentes até 1926, em uma sequência que revelou a evolução do estilo da casa. O resultado foi uma confirmação de que qualidade e capacidade de envelhecimento podem coexistir em champanhes de longa vida.

Os organizadores não informaram volumes adicionais ou planos de relançamento; a iniciativa serviu para documentar e celebrar a memória da coleção antiga. A Ruinart mantém a prática de preservar joias de seu arquivo para futuras análises técnicas.

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