- Se entrarem em vigor as tarifas propostas pelo USTR, as exportações brasileiras podem enfrentar tarifas de 37,5%, partindo de uma base atual de 10%.
- Isso representa um aumento de 27,5 pontos percentuais para um terço das exportações, enquanto cerca de 3,6% teriam alta de 2,5%.
- As duas medidas somadas podem levar a uma tarifa total de 37,5% quando aplicadas aos produtos brasileiros.
- A Confederação Nacional da Indústria diz que as tarifas não beneficiam nenhum lado e defesa o diálogo como caminho, listando os principais itens afetados.
- Audiências públicas estão marcadas para os dias 6 e 7 de julho para discutir as medidas antes de sua aplicação oficial.
O que pode mudar as exportações brasileiras envolve novas tarifas propostas pelo USTR, o Representante Comercial dos EUA. Se entrarem em vigor, as tarifas para produtos brasileiros chegariam a 37,5% em alguns casos, elevando o custo de exportação ealterando competitividade. As propostas foram apresentadas no início deste mês.
Segundo a CNI, uma das tarifas seria de 25% sobre determinadas mercadorias, com exceção apenas para itens sujeitas a tarifas de segurança nacional. Em conjunto, pode haver uma segunda medida de 12,5% voltada a outros produtos, elevando o juro total de cobrança para 37,5%.
A CNI enfatiza que a aplicação dessas tarifas depende de oitiva pública e decisões formais, com audiências previstas para 6 e 7 de julho. A entidade ressalta que o impacto dependerá de quais itens entram na lista final e de como o governo brasileiro reagirá ao processo.
Quem está envolvido e quando
- Envolvidos: governo dos EUA, via USTR, e órgãos de trade brasileiro representados pela CNI; entidades setoriais e empresas exportadoras.
- Quando: propostas anunciadas no início deste mês; audiências públicas marcadas para 6 e 7 de julho.
- Onde: União entre Brasil e Estados Unidos, com efeitos diretos sobre exportações brasileiras.
- Por quê: o USTR aponta mecanismos de proteção em resposta a práticas comerciais sob avaliação, incluindo questões de comércio digital, tarifas e desmatamento; também há investigação sobre trabalho forçado envolvendo vários países, com o Brasil citado.
Produtos potencialmente impactados pela tarifa de 37,5%
- Ferro gusa não ligado
- Açúcar de cana em forma sólida
- Sebo não comestível
- Álcool etílico não desnaturado
- Molduras de madeira padrão de pinho
Produtos potencialmente impactados pela tarifa de 12,5%
- Minério de ferro e concentrados, pelotas aglomeradas
- Lajes de quartzito
- Óleos essenciais de frutas cítricas de laranja
- Silício
- Pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução
Avaliação da CNI e próximos passos
A CNI aponta que novas tarifas elevam custos, reduzem a competitividade e criam incertezas para investimentos. O caminho recomendado é o diálogo entre as partes para evitar impactos negativos sobre a indústria brasileira.
As autoridades brasileiras devem acompanhar as audiências públicas e as etapas do processo na visão de eventuais ajustes nas listas de produtos afetados. O objetivo é evitar medidas protecionistas que prejudiquem o comércio bilateral.
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