- A União pagou 834,8 milhões de reais em maio para honrar garantias de créditos de estados e municípios inadimplentes; o total em 2026 é 2,2 bilhões e desde 2016 soma 88,7 bilhões.
- O Rio de Janeiro foi o principal destinatário, com 619,6 milhões (74,2% do total de maio).
- Rio Grande do Sul recebeu 212,4 milhões e Rio Grande do Norte, 2,7 milhões.
- Municípios também tiveram pagamentos: Paranã, Tocantins, recebeu 99.900; Santanópolis, Bahia, 67.900.
- Desde 2016, cerca de 79,1 bilhões dos valores pagos estão ligados ao Regime de Recuperação Fiscal ou a refinanciamentos; o Rio de Janeiro acumula 46,6 bilhões nesse conjunto.
A União desembolsou 834,8 milhões de reais em maio para honrar garantias de operações de crédito de estados e municípios inadimplentes. O total de desembolsos em 2026 chegou a 2,2 bilhões de reais, elevando o montante acumulado desde 2016 a 88,7 bilhões. Os dados constam do RMGH, relatório do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira.
O Rio de Janeiro foi o principal destino dos recursos em maio, com 619,6 milhões de reais, equivalentes a 74,2% do total. Em seguida ficaram o Rio Grande do Sul, com 212,4 milhões, e o Rio Grande do Norte, com 2,7 milhões. Também houve pagamentos a municípios: Paranã (TO) recebeu 99,9 mil reais e Santanópolis (BA), 67,9 mil.
No acumulado do ano, Estados respondem por 2,2 bilhões de desembolsos, enquanto municípios somam 5,1 milhões. O Rio de Janeiro lidera a lista histórica de garantias honradas pela União desde 2016, com 46,6 bilhões de reais, seguido por Minas Gerais (23,0 bilhões) e Goiás (6,7 bilhões).
Contexto e regimes de refinanciamento
Segundo o Tesouro, cerca de 79,1 bilhões de reais pagos desde 2016 estão ligados ao Regime de Recuperação Fiscal ou a mecanismos de refinanciamento previstos em lei. O Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul continuam no RRF; Goiás e Minas Gerais migraram para o Propag, novo regime de pleno pagamento de dívidas.
O relatório aponta ainda que a União recuperou 118 milhões de contragarantias em 2026, totalizando 6,0 bilhões desde 2016. Restam 981,8 milhões pendentes de recuperação, sendo 592,8 milhões ligados ao Piauí e 389 milhões a disputas judiciais envolvendo municípios.
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