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5 lições de empreendedorismo do fundador da Farm: varejo não é para amadores

Fracasso no varejo inicial levou Marcello Bastos a criar a Farm; hoje a marca fatura 3,4 bilhões e atua em 18 mercados internacionais

Marcello Bastos, cofundador da Farm: "Se a gente não fizesse parte de um grupo como o Grupo Soma, eu não teria chance no exterior. Eu não teria nem coragem" (Leandro Fonseca /Exame)
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  • Marcello Bastos foi reprovado no teste psicotécnico da Petrobras, iniciou em uma distribuidora de jornais e, anos depois, cofundou a Farm com Kátia Barros em mil novecentos noventa e sete.
  • Em um início ruim, investiram em uma franquia de moda e perderam dois apartamentos em Ipanema e três carros zerol quilômetro em um ano, aprendendo que o varejo não é para amadores.
  • A Farm nasceu em uma feira de moda no Rio de Janeiro, com estande de quatro metros quadrados e investimento inicial de R$ 1.200, priorizando o marketing e a construção de desejo ao redor da marca.
  • A internacionalização foi persistente: hoje cerca de quarenta por cento do faturamento vem do exterior, com a entrada no Grupo Soma via Azzas 2154 e mais de duzentas lojas entre Brasil e outros países.
  • Em dois mil e vinte e cinco, a Farm faturou aproximadamente R$ 3,4 bilhões, correspondentes a cerca de vinte e cinco por cento da receita da Azzas 2154, graças à expansão internacional e ao reconhecimento de celebridades.

Marcello Bastos, engenheiro de formação, viu sua trajetória mudar após falhar em um concurso da Petrobras. Ele passou a trabalhar em uma distribuidora de jornais, descobriu o gosto por criar soluções e decidiu, junto com Kátia Barros, apostar no empreendedorismo. Hoje, a Farm tem faturamento próximo de 3,4 bilhões de reais ao ano e é referência no varejo de moda no Brasil.

A experiência de fracasso foi o motor para construir uma marca que não trabalha apenas com venda de roupas. Bastos e Barros criaram um modelo centrado em branding e desejo do consumidor, ampliando a presença da Farm para além das lojas, com atuação internacional.

Trajetória da Farm

Antes de a Farm nascer, os fundadores investiram em uma franquia de moda, que fracassou em um ano. Perderam dois apartamentos em Ipanema e três carros zero-quilômetro, aprendizados que moldaram a visão sobre localização, produto e estratégia.

A empresa nasceu em uma pequena feira de moda no Rio de Janeiro, com estande de quatro metros quadrados e investimento de 1.200 reais. O diferencial foi entender que construir desejo facilita as vendas, transformando a marca em um ativo.

Internacionalização e foco estratégico

A expansão para os Estados Unidos enfrentou resistência interna e reveses iniciais, incluindo um retorno frustrante de uma primeira feira. A virada veio com um pedido expressivo da Anthropologie, que sinalizou compra anual de cerca de 12 milhões de dólares.

Mesmo diante de ceticismo do conselho, Bastos e Barros seguiram adiante. Hoje, aproximadamente 40% do faturamento da Farm ocorre no exterior, parte de uma estratégia que manteve a essência da marca, mesmo com ajustes nos modelos comerciais e nos preços.

Parcerias e fortalecimento de marca

A entrada no Grupo Soma foi vista como um pilar para sustentar o crescimento internacional. Bastos destaca que a colaboração com o grupo, e especialmente o apoio de Roberto Jatahy, foi decisiva para avançar com a estratégia global.

A Farm passou a manter identidade e DNA brasileiros, adaptando apenas aspectos técnicos para mercados como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. A marca se consolidou com mais de 130 lojas próprias no Brasil e 18 operações internacionais.

Situação atual e cenário de negócios

A Farm, integrante da Azzas 2154, teve em 2025 um faturamento de 3,4 bilhões de reais, representando cerca de 25% da receita total da Azzas 2154, estimada em 14,7 bilhões. A rede atua em mercados estratégicos com foco em varejo de moda e experiência de marca, buscando equilíbrio entre estoque, margens e investimento em branding.

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