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Antler lança fundo de R$ 400 milhões no Brasil para startups em estágio inicial

Antler cria fundo de até R$ 400 milhões no Brasil para investir em estágio inicial, com apoio de BNDES, FINEP, Badesul, BRDE e Fomento Paraná

Carolina Strobel, sócia fundadora da Antler Brasil: gestora de capital semente já atua em 26 países
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  • Antler lança no Brasil um fundo de até R$ 400 milhões para investir em startups ainda na fase mais inicial, antes mesmo de existirem formalmente.
  • O fundo é estruturado como Fundo de Investimento em Participações (FIP) na categoria de capital semente, com apoio de BNDES, FINEP, Badesul, BRDE e Fomento Paraná.
  • A estratégia foca em founders na formação de ideias e equipes, apostando em inteligência artificial para encurtar o caminho até o produto.
  • A gestora oferece acordo de residência de dez semanas e tem acordos globais com big techs, que somam cerca de US$ 4 milhões em benefícios para as startups investidas.
  • O portfólio já envolve empresas ligadas a IA e saúde, entre elas Elephant, Photoshooting e Stralo; a ideia é ser o “primeiro cheque” do empreendedor, antes da maioria dos investimentos tradicionais.

A gestora Antler lançará no Brasil um fundo de até 400 milhões de reais com foco em startups em estágio inicial. O objetivo é investir ainda antes de a empresa existir, apoiando fundadores na formação de ideias e equipes. O projeto conta com apoio de entidades públicas e de fomento.

O fundo será estruturado como um Fundo de Investimento em Participações, na categoria capital semente. A proposta segue o modelo adotado pela Antler em mais de 25 países e conta com o suporte de cinco instituições: BNDES, FINEP/FNDCT, Badesul, BRDE e Fomento Paraná.

Estrutura e apoio institucional

A estratégia descrita pela sócia da Antler Brasil, Carolina Strobel, aposta no papel da inteligência artificial para encurtar o caminho da ideia ao produto. Segundo ela, startups menores e mais rápidas tendem a definir os próximos anos, desde que recebam suporte adequado desde o início.

O fundo visa selecionar, apoiar e financiar fundadores em fases iniciais por meio de capital, networking, captação de recursos, estruturação societária, contabilidade e relacionamento com grandes empresas de tecnologia.

Programas e condições para startups

A Antler mantém acordos globais com grandes empresas de tecnologia que garantem benefícios às startups investidas, com valor estimado em cerca de US$ 4 milhões. Além disso, oferece um programa de residência de dez semanas para formação de equipes ainda antes da formalização das empresas.

A gestora opera a partir de Singapura e administra entre 19 e 20 fundos globais. O modelo mantém sócios locais em cada mercado, com acesso a oportunidades internacionais e casos de sucesso, como a Loveable, unicornio financiado por fundos nórdicos.

Sobre o modelo de investimento

A tese de investimento parte do conceito de power law, comum em venture capital. Em uma carteira de dez investimentos, apenas dois respondem pela maior parte do retorno do fundo, com outros atuando de forma menos expressiva ou até não dando retorno.

Strobel afirma que a Antler atua como o primeiro cheque, investindo ainda antes da maioria dos players. Ela ressalta que o VC deve representar apenas uma parcela do patrimônio, compatível com o apetite ao risco de cada investidor.

Portfólio e setores

A Antler não se restringe a um setor, mas aponta a inteligência artificial como eixo relevante. Entre as investidas estão a Elephant, que usa IA para apoiar equipes comerciais, e a Photoshooting, que desenvolve modelos de IA para geração de imagens. No setor de saúde, a gestora investe na Stralo, voltada à medicina do trabalho.

Strobel destaca a novidade do ecossistema brasileiro, lembrando que o país já demonstrou capacidade de inovação com fintechs. Ela reconhece, porém, que o ambiente de captação de venture capital ficou mais desafiador, exigindo maior foco em resultados.

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