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Bancos disputam líderes de IA, mas posição pode ser transitória

Bancos disputam chefes de IA com salários elevados, mas cargo pode tornar-se função transitória à medida que IA se integra às operações

HSBC — Foto: Luke MacGregor/Bloomberg
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  • Grandes bancos, de Sydney a Londres, buscam diretores de inteligência artificial, cargo que pode render quase US$ 3,5 milhões por ano e exige habilidades raras.
  • HSBC Holdings, Commonwealth Bank of Australia e Lloyds Banking Group nomearam ou promoveram chefes de IA nos últimos três meses, alimentando debate sobre a duração da função.
  • O reconhecimento da posição cresce, mas especialistas dizem que, conforme a IA se torna parte da rotina, o cargo pode perder relevância no futuro.
  • Dados indicam forte mercado para liderança em IA: participação de organizações com diretor de IA subiu para 76% neste ano, ante 26% em 2025.
  • Universidades de negócios oferecem cursos para diretores de IA, com investimento típico próximo a US$ 28 mil, enquanto alguns executivos veem a função como integrada e “invisível” dentro de uma década.

Bancos de Sydney a Londres estão na disputa para preencher a função de diretor de inteligência artificial (IA). Profissionais nesse cargo costumam ganhar próximos de US$ 3,5 milhões por ano, com competências ainda pouco comuns no setor.

Nos últimos três meses, HSBC Holdings, Commonwealth Bank of Australia e Lloyds Banking Group nomearam novos líderes em IA. Ainda não há consenso sobre a duração dessa função, que pode se tornar menos necessária conforme a IA se incorpora ao dia a dia.

Corrida por cargos de IA

A ascensão aparece num contexto em que a adoção de IA cresce, mas a permanência da posição é questionada. O mercado remunera bem, com pacotes médios elevados e um conjunto restrito de executivos capazes de gerir as iniciativas.

Estudos indicam que a presença de um diretor de IA subiu para 76% entre as empresas pesquisadas, ante 26% no ano passado. A demanda por especialistas em tecnologia supera a oferta, principalmente na Ásia.

As instituições buscam alinhar IA à estratégia corporativa e à governança de dados. Em muitos casos, a decisão sobre quem treina IA e onde fica a coordenação fica entre RH, tecnologia ou unidades digitais.

Alguns executivos defendem que a função pode migrar para uma estrutura integrada, onde IA é parte da infraestrutura de TI, sem necessidade de um cargo отдельно. Questionamentos sobre impacto e utilidade permanecem.

Universidades de ponta comercializam cursos voltados a diretores de IA. Programas da Booth School da Universidade de Chicago, Duke, Cornell e Michigan já atraem profissionais em meio de carreira que buscam reforçar essa expertise.

O interesse pelo tema é estruturado, com remuneração alta para poucos profissionais. A prática de nomear diretores de IA, porém, pode não garantir resultados concretos, segundo especialistas consultados.

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