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BC deve cortar levemente a Selic, apesar da inflação alta, diz economista

Banco Central sinaliza leve recuo da Selic mesmo com inflação elevada; Copom pode manter a faixa entre 13,5% e 13,75% até o fim do ano

Vista aérea do prédio do Banco Central em Brasília, com avenidas e áreas verdes ao redor
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  • Copom se reúne nos dias 16 e 17 para decidir a taxa básica de juros, atualmente em 14,5%.
  • Na última reunião, o banco central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual.
  • Boletim Focus aponta que a taxa deve ficar entre 13,5% e 13,75% até o fim de 2026.
  • Economista Ricardo Hammoud sustenta que o BC deve reduzir a Selic, ainda que pouco, diante da inflação elevada e do peso da inflação global.
  • Ele afirma que cortes muito rápidos podem provocar inflação fora de controle, levando a necessidade de futuras altas.

O Copom do Banco Central se reúne nesta terça (16) e quarta-feira (17) para decidir a taxa básica de juros. A Selic está em 14,5%, e a instituição avaliará indicadores da economia brasileira para manter ou reduzir a taxa.

Na última reunião, o comitê reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira aponta que, até o final de 2026, a Selic deve ficar entre 13,5% e 13,75%.

Economista ouvido pela Record News sustenta que, apesar da inflação elevada, o BC deve reduzir a Selic pouco, diante de fatores externos que elevam a inflação mundial. A guerra no Oriente Médio e o aumento de preços de petróleo aparecem como impactos relevantes.

Segundo o analista, uma queda rápida da taxa poderia, num cenário externo desfavorável, provocar inflação descontrolada e exigir reajustes adicionais depois. Ele destaca ainda que pressões inflacionárias já existiam antes de eventos globais recentes.

O cenário internacional, com maior custo de combustíveis e impactos logísticos, é apontado como fator que dificulta cortes mais agressivos. O petróleo influencia preços de bens e serviços, moldando a inflação doméstica e as decisões do Copom.

Para acompanhar as mudanças de política monetária, o Portal Tela continuará acompanhando as próximas divulgações oficiais e análises especializadas.

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